Aumento Tarifário e Queixas dos Passageiros
O recente anúncio de reajuste nas tarifas do MetrôRio desencadeou uma série de reclamações entre os passageiros. Com o novo valor, a distância entre a tarifa do Rio e a de outras cidades brasileiras se ampliou consideravelmente. Em Belo Horizonte, por exemplo, a passagem custa R$ 5,80—cerca de R$ 3 a menos que o que será cobrado no Rio, aumentando a insatisfação entre os cariocas.
Esse reajuste, que representa um aumento de 3,8%, ainda precisa ser oficialmente publicado no Diário Oficial. A medida parece ir contra a promessa feita pela secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem, logo após sua nomeação em julho de 2025. Na época, ela enfatizou que a redução da tarifa estava entre suas principais prioridades.
“Precisamos realizar estudos técnicos para avaliar a viabilidade de uma redução com responsabilidade fiscal e operacional. Após cumprirmos todas as etapas, verificaremos se é possível e quando será essa redução”, declarou Sakalem à época.
Entretanto, o impacto do reajuste já é sentido por quem utiliza o transporte diariamente. Alguns passageiros relatam que o metrô está mais cheio e que o intervalo entre os trens aumentou. “Está muito cheio, muito cheio. O intervalo que antes era de dois a três minutos agora está maior”, comentou um usuário.
Diva Miranda, que trabalha como técnica de enfermagem, relatou a dificuldade de embarcar nos vagões superlotados: “Você anda apertado, às vezes nem dá para entrar”.
Outra reclamação recorrente entre os usuários diz respeito à infraestrutura das estações. Luiz Celso de Moura, segurança, expressou sua insatisfação: “Como você pode pagar esse valor sem receber nada em troca? As escadas rolantes estão sempre fora de funcionamento e falta informação. Tem estação sem banheiro”, criticou.
A limpeza das instalações também foi um ponto levantado por alguns passageiros. “Às vezes está sujo. E agora, no carnaval, estava insuportável”, afirmou Adaltiva Gomes, empregada doméstica.
O reajuste foi homologado na última terça-feira (24) pela Agetransp, que recomendou à Secretaria de Transportes a prorrogação da tarifa social de R$ 5, que é válida apenas até o dia 11 de abril. Além disso, a Agência solicitou a extensão do benefício para toda a população.
Adolpho Konder, presidente da Agetransp, expressou sua vontade de apresentar ao governo a possibilidade de um subsídio para evitar o aumento das tarifas. A proposta visa ampliar o benefício não só aos usuários da tarifa social, que atende aqueles que ganham até R$ 3,2 mil, mas também aos demais passageiros, com suporte financeiro do estado.

