Reformulação no governo do Rio de Janeiro
Em apenas 38 dias, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, efetivou a exoneração de mais de 1.400 servidores, promovendo uma ampla reestruturação no primeiro escalão do Estado. De acordo com informações do governo, foram realizados 1.419 desligamentos desde o dia 24 de março. Esta ação faz parte de um processo de auditorias internas que ainda estão em andamento e podem gerar novas demissões nas próximas semanas.
No Diário Oficial do Estado, publicado nesta quinta-feira (30), Couto anunciou 58 novas exonerações. Entre os demitidos, destaca-se o presidente do Instituto do Ambiente, Renato Jordão, que foi substituído por Denise Marçal. Além disso, dois chefes do Rioprevidência, fundo previdenciário dos servidores e pensionistas estaduais, também deixaram seus cargos: Raphael Gomes, da gerência de tesouraria, e Luiz Henrique Ampuero, da gerência de administração.
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Auditorias e novas exonerações
O processo de revisão atinge tanto a administração direta quanto órgãos da estrutura indireta, incluindo autarquias e empresas estatais. Esse trabalho está sendo conduzido principalmente pelas secretarias da Casa Civil e de Governo, que estão analisando contratos, nomeações e as estruturas administrativas.
Entre as mudanças mais significativas no primeiro escalão, a Procuradoria-Geral do Estado agora é liderada por Bruno Teixeira Dubêux, que retorna ao cargo após a saída de Renan Miguel Saad, que pediu demissão. Na Secretaria de Saúde, Cláudia Mello foi substituída pelo médico Ronaldo Damião. Já na Controladoria-Geral, Bruno Campos assumiu o lugar de Demetrio Farah Neto.
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Outras alterações incluem Rodrigo Mascarenhas, que agora está à frente da Secretaria de Meio Ambiente, substituindo Diego Faro, e Guilherme Mercês, que assume a Fazenda no lugar de Juliano Pasqual. Rafael Abreu foi nomeado para o Planejamento e Gestão, sucedendo Adilson Faria Maciel. Na Casa Civil, Flávio Wileman entrou na vaga de Nicola Miccione, enquanto Marcos Simões assume o Gabinete do Governador, substituindo Rodrigo Abel.
Expectativa de novas mudanças
Mudanças também foram registradas em áreas estratégicas como a Secretaria de Governo, que agora é chefiada por Roberto Lisandro Leão, que substitui André Moura. A Representação em Brasília agora está sob a responsabilidade de Gustavo Alves Pinto, e na segurança institucional, Leão também assumiu a chefia do GSI após a saída de Edu Guimarães.
Além das alterações no alto escalão, a lista de exonerações inclui cargos técnicos, comissionados e funções operacionais. Chamaram atenção os desligamentos de um subsecretário de Comunicação ligado à gestão anterior e até mesmo do responsável pela cozinha dos palácios oficiais.
A expectativa do governo é que esse pente-fino nas estruturas administrativas prossiga nas próximas semanas, com a possibilidade de novos cortes à medida que as auditorias avançam. Essa reformulação é vista como uma tentativa de melhorar a eficiência da administração pública e responder às demandas por um governo mais transparente e responsável.

