Uma Rota de Sabores e Tradições
O Governo de São Paulo lançou as Rotas da Cachaça, um projeto inovador que visa valorizar o patrimônio cultural e estimular o turismo rural no estado. Este conjunto de trajetos turísticos conecta alambiques históricos, produtores locais, a rica gastronomia regional e diversas experiências relacionadas a essa bebida tão emblemática.
No total, são dez rotas, reunindo 65 produtores espalhados pelo interior de São Paulo. Nessa região, a cachaça é conhecida por diferentes nomes, como pinga, caninha, branquinha, entre outros. Com certeza, cada uma dessas denominações reflete um pouco da riqueza cultural e da tradição de produção da bebida.
O estado de São Paulo se destaca como o principal exportador de cachaça do Brasil, enviando cerca de 6,6 milhões de litros ao exterior, o que representa 46% do total das exportações brasileiras. Além disso, abriga alguns dos alambiques mais antigos e premiados, que também se destacam por sua tecnologia de produção.
“A cachaça é a bebida que melhor representa a cultura brasileira. O mercado internacional já reconhece essa tradição, e os alambiques de São Paulo possuem um legado de qualidade que posiciona o estado como o maior exportador”, afirmou o vice-governador Felício Ramuth durante o evento de lançamento, realizado em dezembro de 2025.
Atrações das Rotas da Cachaça
As Rotas da Cachaça foram planejadas considerando critérios geográficos, o que facilita o deslocamento dos visitantes. Cada rota possui características distintas que refletem o clima, o território e a tradição local de produção. A seguir, apresentamos algumas das principais rotas e suas particularidades:
Centro Paulista
Inclui cidades como Bauru, Estiva Gerbi, Lençóis Paulista, Jaú, Mogi-Guaçu e Pirassununga. Este é um dos polos mais consolidados da produção de cachaça em São Paulo, com foco na qualidade e inovação, destacando-se principalmente pelo envelhecimento em madeiras brasileiras.
Circuito das Águas e Nascentes
Passa por Amparo, Monte Alegre do Sul, Piracaia, Serra Negra e Socorro. Nesta região, a cachaça dialoga com a gastronomia local e o turismo de natureza, aproveitando um clima ameno e uma forte identidade rural.
Bandeirantes
Compreende Atibaia, Artur Nogueira, Capivari, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Mairinque, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e São Roque. Essa rota se destaca pela proximidade à capital e pela integração com o enoturismo. Muitas propriedades oferecem experiências completas, incluindo visitas a alambiques e degustações.
Itaqueri, Cuesta e Tietê
A rota abrange Analândia, Bofete, Botucatu, Dourado, Piracicaba, Rio Claro, Torrinha e Torre de Pedra. Essa região, marcada por seus relevos naturais e uma forte conexão com a história da cana-de-açúcar, valoriza métodos artesanais e o uso de leveduras naturais na produção.
Alta Paulista
As cachaças dessa região costumam ter um perfil mais intenso, resultado do clima quente e da maturação acelerada da cana-de-açúcar.
Serras Paulistas
Inclui Divinolândia, São João da Boa Vista e Vargem Grande do Sul. Esta área se destaca pela altitude e pelo clima diferenciado, que influenciam a fermentação e o envelhecimento da cachaça, resultando em destilados mais aromáticos e equilibrados.
Mogiana
Compreende Batatais, Cássia dos Coqueiros, Itirapuã, Igarapava, Jaboticabal, Mococa, Pontal, São Simão e São José do Rio Pardo. Conhecida por sua tradição cafeeira, a Mogiana também é referência em cachaças premium, unindo métodos tradicionais e rigorosos controles de qualidade.
Noroeste Paulista
Uma região em expansão, onde os produtores investem em inovação e turismo de experiência, fortalecendo a identidade da cachaça paulista.
Destinos e Experiências
Inclui Caçapava, Capão Bonito, Guararema, Iporanga, José Bonifácio, São Luiz do Paraitinga, São Paulo e Taquaritinga. Esta rota valoriza vivências culturais, festas tradicionais e uma rica gastronomia regional, além de promover a integração com outros atrativos turísticos.
Destinos de Negócios
Abrange Guatapará, Ipeúna, Itu, São Pedro, São Paulo e Votuporanga, concentrando produtores voltados à escala, inovação tecnológica e exportação, conectando o setor a feiras e eventos internacionais.

