Saúde de Bolsonaro sob Vigilância
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou na última sexta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem enfrentado episódios de tontura e perda de equilíbrio ao se levantar. A revelação foi feita por meio de suas redes sociais, apenas três dias após o ex-mandatário ter sofrido uma queda da cama na sala onde está cumprindo pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O impacto do acidente resultou em um traumatismo craniano leve, mas sem comprometimento intracraniano, conforme esclareceu o médico Brasil Ramos Caiado.
Além de relatar a condição atual de Bolsonaro, Michelle também expressou preocupações sobre a segurança do ex-presidente. A ex-primeira-dama atribuiu os problemas de equilíbrio do marido aos efeitos colaterais dos medicamentos que ele está utilizando. Em uma postagem, ela escreveu: ‘Hoje soube, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, segue trancado’.
Essa situação gera apreensão, especialmente sobre o risco de novas quedas. Michelle destacou que, quando a segurança era feita exclusivamente pela Polícia Federal, a porta da cela permanecia aberta, permitindo uma maior circulação e vigilância. No entanto, com a intervenção da Polícia Penal Federal, esse cenário mudou. ‘O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir’, disse Michelle, evidenciando sua preocupação com a integridade física do ex-presidente.
Preocupações com a Segurança de Bolsonaro
Michelle também fez uma declaração contundente ao afirmar que as autoridades estão cientes dos riscos à vida de Bolsonaro ao permanecer trancado por longos períodos. ‘A integridade física dele é de responsabilidade do estado’, reforçou, deixando clara sua inquietação com a situação em que o ex-presidente se encontra.
Na manhã da queda, que ocorreu na terça-feira, Bolsonaro não acionou os protocolos de emergência previstos para tais acidentes e não informou ninguém sobre o ocorrido, segundo apuração feita por O GLOBO. Durante a manhã, ao ser abordado por agentes da polícia penal que notaram o machucado, ele minimizou a gravidade do incidente, afirmando que estava bem e que havia apenas caído da cama.
Esses eventos levantam questões sobre a atenção à saúde e à segurança do ex-presidente, especialmente em um momento delicado como este. Com seu estado de saúde sendo monitorado, a situação continua a suscitar debates sobre a responsabilidade do estado em garantir proteção adequada a figuras públicas em regime de cumprimento de pena, além de ressaltar o impacto da medicação em sua condição física.

