Impacto do Sistema de Informações sobre Mortalidade
O estado do Rio de Janeiro celebra os 35 anos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), uma ferramenta que se mostra fundamental na formulação de políticas públicas de saúde. Desenvolvido sob a tutela da Secretaria de Estado de Saúde, o SIM desempenha um papel estratégico na análise de dados, permitindo identificar padrões e direcionar ações para a redução de mortes evitáveis, como observado na elaboração de um plano focado no câncer de mama.
Instituído em 1975 pelo Ministério da Saúde, o SIM completou cinco décadas de existência a nível nacional em 2025. No contexto fluminense, a análise independente dos dados começou em 1991, propiciando ao estado maior autonomia na gestão das informações e na tomada de decisões.
Ao longo dos anos, o sistema se mostrou crucial em situações específicas. Um marco foi nos anos 1990, quando um aumento no registro de mortes por afogamento em cachoeiras na cidade de Magé motivou a implementação de medidas preventivas, como a sinalização nas áreas de risco. Esse tipo de ação exemplifica a importância do SIM na proteção da vida dos cidadãos.
Angela Cascão, diretora da Divisão de Dados Vitais da SES-RJ, enfatiza que a utilização qualificada das informações é essencial para salvar vidas. “O dado, quando bem observado, gera ação. Por trás de cada número há uma história. Transformar essa informação em política pública é cumprir nossa missão”, declarou.
Atualmente, a equipe do SIM analisa cerca de 150 mil óbitos anualmente, além de acompanhar aproximadamente 165 mil nascimentos vivos. Essa análise é realizada em integração com outros sistemas do Sistema Único de Saúde (SUS), como o Sinasc, Sinan, SIH e SIA, proporcionando uma visão abrangente do percurso dos pacientes na rede de saúde.
Importância da Informação para o SUS
A secretária estadual de Saúde, Claudia Mello, ressaltou que o SIM é indispensável para o funcionamento do SUS. “Sem informação qualificada, não há planejamento nem resposta adequada às crises sanitárias”, salientou.
O sistema envolve um conjunto integrado que abrange municípios, cartórios, o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Segurança Pública (ISP), garantindo a qualidade dos dados, especialmente em casos de mortes por causas externas. Essa colaboração é essencial para a efetividade das ações de saúde pública.
O subsecretário de Vigilância e Atenção Primária, Mário Sérgio Ribeiro, comentou que o registro de óbitos é apenas o ponto de partida. “Quando analisamos os dados de forma integrada, conseguimos identificar falhas e oportunidades de prevenção”, afirmou, reforçando a visão de que o SIM vai além de um mero banco de dados.
Em suma, o Sistema de Informações sobre Mortalidade se destaca como uma das principais ferramentas de vigilância em saúde no Brasil, sendo crucial para direcionar decisões, prevenir doenças e, acima de tudo, salvar vidas. O fortalecimento contínuo desse sistema é vital para a saúde pública no estado, especialmente em um cenário de constantes desafios sanitários.

