A Lua Cheia de Perigeu: O Que Esperar?
No sábado, dia 3 de janeiro de 2024, os amantes da astronomia poderão contemplar a primeira Lua Cheia do ano, conhecida como Superlua. Este fenômeno, segundo especialistas, acontece quando a fase cheia coincide com o momento em que a Lua está mais próxima da Terra, fazendo com que ela pareça um pouco maior e mais brilhante. No entanto, essa diferença é sutil e pode não ser facilmente percebida a olho nu.
De acordo com astrônomos, o perigeu é o ponto na órbita lunar onde a Lua se encontra em sua menor distância em relação ao nosso planeta. Neste estado, ela pode parecer até 6% maior e brilhar 13% mais intensamente em comparação a uma Lua Cheia considerada padrão. A fase cheia ocorrerá exatamente às 7h03, no horário de Brasília.
Aspectos Visuais e Científicos da Superlua
O astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que a Lua não altera fisicamente seu tamanho. A variação visual que percebemos se deve apenas à diferença de distância entre a Lua e a Terra. Em janeiro, o diâmetro aparente da Lua Cheia será de 32,92 minutos de arco, um valor considerável, especialmente se comparado à Microlua, prevista para o dia 31 de maio, que terá apenas 29,42 minutos de arco.
Vale ressaltar que, neste sábado, a Lua Cheia estará a cerca de 362 mil quilômetros do nosso planeta. Para efeito de comparação, a menor Lua Cheia de 2026 será avistada a uma distância superior a 406 mil quilômetros. Apesar dessa diferença, os especialistas afirmam que a alteração no tamanho aparente é sutil e difícil de ser percebida sem o uso de equipamentos específicos de observação.
Percepção e Expectativas dos Observadores
Langhi ainda destaca que, a olho nu, a maioria das pessoas não notará uma diferença significativa no tamanho da Lua. Mesmo observadores experientes precisam de uma comparação direta para reconhecer variações sutis no diâmetro aparente do satélite. Isso levanta a questão sobre a verdadeira magnitude do fenômeno.
O físico e astrônomo João Batista Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), comenta que a Superlua não traz impactos astronômicos significativos. Segundo ele, o termo “Superlua” pode gerar a impressão equivocada de que a Lua estará visivelmente maior aos olhos de quem a observa, o que não se concretiza na prática.
Os especialistas reforçam que a Lua Cheia de Perigeu é um evento regular que surge da combinação entre a fase cheia e a posição orbital da Lua. Este fenômeno, no entanto, não provoca efeitos físicos significativos ou alterações perceptíveis para a maioria dos observadores. Assim, a Superlua é, na verdade, uma bela oportunidade para se admirar o céu, mesmo que a percepção de suas dimensões não seja tão pronunciada quanto se poderia imaginar.
Fique atento para não perder essa chance de observar a beleza do nosso satélite natural, que, embora possa não parecer tão espetacular assim, continua a inspirar e fascinar muitos ao redor do mundo.

