Testes da Pirelli e vantagem das líderes no GP do Canadá
Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren, apontou que Ferrari e Red Bull podem sair na frente da McLaren e da Mercedes no próximo GP do Canadá de Fórmula 1. A expectativa surge após os testes realizados pela Pirelli em pista molhada no começo da temporada, que mostraram dados importantes sobre o desempenho das equipes em condições atípicas para 2026.
Durante a temporada, a Pirelli conduz testes de desenvolvimento nos quais as equipes são convidadas a participar de forma rotativa. Os dados coletados nesses testes são compartilhados entre todos os times, oferecendo um panorama amplo sobre os carros atuais, mesmo que não possam usar atualizações baseadas nessas informações. Em especial, os testes em pista molhada são valiosos, pois essas condições ainda não foram experimentadas em corridas nesta temporada.
Participantes dos testes em pista molhada e o desafio da chuva em Montreal
Os pilotos que participaram desses testes incluem Isack Hadjar, da Red Bull, além de Arvid Lindblad e Liam Lawson, da Racing Bulls, durante uma sessão em Suzuka após o GP do Japão. Lewis Hamilton testou em Fiorano, sede da Ferrari, em abril, e Pierre Gasly esteve em Magny-Cours no início de junho representando a Alpine.
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Esses dados são fundamentais, já que a previsão para o GP de Montreal indica chuva e temperaturas baixas, por volta de 12 °C, o que pode complicar ainda mais a aderência do asfalto da Île Notre-Dame, uma das pistas mais lisas do calendário.
Incertezas sobre a performance dos carros em pista molhada
Andrea Stella destacou que a incerteza sobre o comportamento da unidade de potência em condições molhadas é um desafio para as equipes. “No asfalto molhado, as variáveis aumentam além do que se pode antecipar ou simular. A unidade de potência continua sendo um ponto de variabilidade preocupante”, afirmou. Ele acrescentou que os testes realizados proporcionam uma vantagem para quem participou, pois oferecem um entendimento melhor dessas condições.
Além disso, os pneus enfrentam dificuldades para operar dentro da janela ideal de temperatura, especialmente em Montreal, onde o circuito não possui curvas de alta velocidade capazes de gerar calor suficiente. “Não tivemos muitas sessões em pista molhada, o que limita a calibragem dos compostos pela Pirelli. São muitas variáveis novas para nós”, explicou Stella.
Expectativa dos pilotos para uma corrida desafiadora
Pierre Gasly, com base na experiência em Magny-Cours, ressaltou que o piso seco já dificulta o aquecimento dos pneus, o que se agrava na chuva. “A corrida será bastante agitada devido às condições”, previu. Com o asfalto extremamente liso e o clima frio, a aderência será baixa, exigindo ainda mais dos pilotos e das equipes.
O cenário para o GP do Canadá aponta para uma disputa intensa, com Ferrari e Red Bull possivelmente em vantagem graças aos testes da Pirelli, enquanto McLaren e Mercedes buscam se adaptar às condições que ainda apresentam muitas incógnitas para a temporada.

