Análise das Atividades Turísticas no Espírito Santo
Querido leitor, você se recorda do clássico filme de suspense de 1997, “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”? Pois é, com os dados mais recentes do Observatório do Turismo, temos uma visão clara do que os turistas realmente experimentaram no Espírito Santo durante a última temporada de verão.
É interessante notar que o panorama do turismo capixaba vai muito além do suspense típico dos anos 90. Ele se apresenta agora como uma produção vibrante, mesclando ação e romance, recheada com histórias marcantes e experiências memoráveis para compartilhar.
Vamos aos dados! Conforme o Boletim da Economia do Turismo, o Espírito Santo registrou um crescimento de 5,4% nas atividades turísticas durante a comparação entre os quartos trimestres de 2024 e 2025. Este desempenho supera as médias do Sudeste, que foi de 2,1%, e do Brasil, que ficou em 1,5%. Com esses números expressivos, o estado se posicionou em 5º lugar no ranking nacional, superado apenas por estados como Pará (+11,5%), Rio de Janeiro (+10,5%), Rio Grande do Sul (+9,1%) e Amazonas (+8,4%). Em contraste, Goiás (-10,3%), Minas Gerais (-6,7%) e Santa Catarina (-3,4%) apresentaram as piores performances no mesmo período.
Mas o que os turistas capixabas realmente fizeram no último verão? As respostas vêm de uma pesquisa amostral realizada pelo Observatório do Turismo, que entrevistou 2.500 visitantes em 17 municípios entre 9 e 25 de janeiro de 2026, assegurando 95% de nível de confiança e uma margem de erro de 5%.
O perfil dos turistas revela uma predominância entre 41 e 50 anos (29,2%). Em termos de escolaridade, 40,4% possuem formação superior completa, enquanto 35,6% completaram o ensino médio. A renda também aponta para um público com poder aquisitivo significativo, com 33,6% dos entrevistados situando-se na faixa de 2 a 5 salários mínimos, e 25,8% na faixa de 5 a 10 salários mínimos.
Quanto à origem dos visitantes, 58,3% vieram de outros estados, 40,8% se deslocaram dentro do próprio Espírito Santo e apenas 0,9% foram turistas internacionais. O principal motivo para a viagem foi o lazer, que abrange 86,3% dos casos. Não é surpresa, portanto, que 57,2% tenham escolhido o estado precisamente por seus atrativos naturais, que incluem praias, rios, cachoeiras e montanhas. Esses cenários não oferecem apenas o pano de fundo ideal para atividades emocionantes no litoral, como esportes aquáticos e surfe, mas também proporcionam momentos românticos nas regiões serranas, com opções de cafés coloniais e jantares à luz de velas.
A viagem em família é a mais comum, representando 65,7% das visitas. Quanto à hospedagem, 31,2% dos turistas optaram por alugar casas ou apartamentos, 28,6% escolheram hotéis e pousadas, enquanto 24,5% se hospedaram na casa de parentes ou amigos. Em relação à chegada ao estado, 61,7% dos visitantes utilizaram automóveis próprios, 14,5% vieram de ônibus e 12,5% viajaram por via aérea.

