Expectativas para o Verão Carioca
O verão de 2026 promete ser um período vibrante para a economia do Rio de Janeiro, com uma movimentação estimada em R$ 12,8 bilhões proveniente do turismo. Essa cifra representa um crescimento significativo de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. A previsão partiu da Prefeitura do Rio, através das secretarias de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Turismo (SMTUR-RIO) e Riotur, que analisaram os dados de visitantes na cidade.
Estima-se que 5,7 milhões de turistas visitem o Rio durante a estação que se estende de 21 de dezembro de 2025 até 20 de março de 2026. Deste total, cerca de 1,2 milhão serão turistas internacionais, enquanto 4,5 milhões virão de outras partes do Brasil. A alta demanda por experiências turísticas na cidade é um claro indicativo do apelo do Rio como um destino global.
“O verão é a época mais movimentada para o turismo na nossa cidade, e esses números confirmam a força do Rio como um destino de destaque, tanto nacional quanto internacional. O crescimento expressivo pode ser atribuído a um planejamento eficaz, uma promoção estratégica e a um calendário de eventos robusto, além de um trabalho integrado da Prefeitura para proporcionar experiências inesquecíveis aos visitantes”, afirma Bernardo Fellows, presidente da Riotur.
Perfil do Turista e Gastos Médios
Para chegar a esses números, os cálculos consideraram o gasto médio dos turistas: R$ 1.856 para os nacionais e R$ 3.645 para os estrangeiros. Os dados foram extraídos do estudo “Turismo no Rio de Janeiro: Panorama recente dos principais indicadores”, realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (Ifec-RJ), que está vinculado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, e atualizado com base no IPCA.
Os gastos dos turistas englobam uma ampla gama de setores, incluindo hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento. Esses gastos são essenciais não apenas para a economia, mas também para a promoção da felicidade e satisfação dos visitantes. “O turismo é indiscutivelmente uma das indústrias com maior potencial de crescimento, contribuindo de forma significativa para a economia e para a qualidade de vida da cidade”, destaca Daniela Maia, secretária municipal de Turismo do Rio.
Atrações e Experiências no Rio
Os turistas que visitam o Rio costumam investir em transporte, lazer e souvenirs, aproveitando a diversidade de ofertas que a cidade tem a proporcionar. A expectativa é que o crescimento na movimentação econômica seja reflexo do esforço para consolidar o calendário de eventos e resgatar o orgulho carioca entre os visitantes e moradores. “Os turistas querem se sentir parte do Rio, e esse sentimento é vital para o nosso futuro”, ressalta Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
Comparativo com o Turismo em São Paulo
Se o Rio de Janeiro se destaca, São Paulo também apresenta números promissores. A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) estima que as férias escolares de janeiro e o Carnaval de 2026 devem gerar um faturamento de R$ 1,2 bilhão para o setor de hospedagem. Isso representa um aumento de 3% em comparação ao resultado do ano anterior. A entidade aponta que a distribuição do público entre litoral e interior é um fator positivo para o turismo.
O Carnaval deste ano será celebrado nos dias 16 e 17 de fevereiro, terminando na Quarta-Feira de Cinzas. Apesar de não ser feriado nacional, muitas empresas e escolas suspenderão suas atividades durante a folia, o que deve beneficiar o setor de hospedagem. Com uma taxa de ocupação projetada de 85% nas praias e um crescimento significativo na reserva de hotéis, o cenário é promissor para o turismo paulista.
Os dados da Fhoresp indicam que, entre janeiro e fevereiro de 2026, a taxa de ocupação no litoral paulista deve atingir 74%, enquanto o interior, com foco em turismo de aventura, ficará com 70%. A capital, por sua vez, terá uma ocupação de cerca de 32%. O Carnaval promete intensificar ainda mais essa movimentação, com as praias liderando as reservas com 85% e os municípios litorâneos atingindo 82%.

