Valores das Copas Regionais
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) implementou mudanças significativas no calendário do futebol nacional em 2026, incluindo a introdução de torneios regionais. Dentre eles, a Copa Sul-Sudeste estreou sua primeira edição, enquanto a Copa do Nordeste e a Copa Verde passaram por reformulações.
Os clubes que participam da Copa Sul-Sudeste, que não conta com a presença de nenhum dos doze clubes mais proeminentes, receberão um total de R$ 3,8 milhões. Na Copa Verde, o montante a ser distribuído chega a R$ 5,25 milhões, enquanto a Copa do Nordeste destinará R$ 34,1 milhões aos participantes. Esses números foram apurados pelo jornalista Cassio Zirpoli e confirmados pela rádio Itatiaia.
Todavia, a CBF enfrenta desafios para tornar esses torneios atraentes. As primeiras rodadas da Copa Sul-Sudeste, por exemplo, não contaram com contratos de publicidade adequados. Além disso, houve atrasos na definição de logística e na repartição das cotas financeiras para os clubes. Os acordos de venda dos direitos de transmissão também foram firmados próximos ao início das competições, prejudicando sua visibilidade.
Cotas por Participação nas Copas
Os clubes participantes serão contemplados com uma cota fixa por sua participação na fase inicial. A distribuição varia em quatro níveis, com base no ranking elaborado pela CBF. Os jogos dessas competições são exibidos por dois canais: X Sports, que opera na TV aberta e YouTube, e SportyNet, que se apresenta na TV fechada e também no YouTube.
Cotas da Copa Sul-Sudeste
Na fase de grupos da Copa Sul-Sudeste, os clubes receberão as seguintes cotas:
- R$ 300 mil (Cota 1): Juventude, América e Operário-PR
- R$ 200 mil (Cota 2): Avaí, Novorizontino e Chapecoense
- R$ 150 mil (Cota 3): Tombense, Volta Redonda e São Bernardo
- R$ 100 mil (Cota 4): Caxias, Cianorte-PR e Sampaio Corrêa-RJ
No mata-mata da competição, as cotas são as seguintes:
- R$ 200 mil para cada um dos quatro clubes nas semifinais
- R$ 250 mil destinado ao vice-campeão
- R$ 500 mil para o campeão
Cotas da Copa Verde
Na fase de grupos da Copa Verde, os valores são distribuídos da seguinte forma:
- R$ 200 mil (Cota 1): Atlético-GO, Cuiabá-MT, Vila Nova-GO, Paysandu, Remo e Amazonas
- R$ 125 mil (Cota 2): Águia de Marabá-PA, Anápolis-GO, Tocantinópolis-TO, Gazin Porto Velho-RO, Trem-AP e Operário-MS
- R$ 100 mil (Cota 3): Capital-DF, Rio Branco-ES, GAS-RR, Independência-AC, Porto Vitória-ES e Nacional-AM
- R$ 75 mil (Cota 4): Galvez-AC, Gama-DF, Araguaína-TO, Guaporé-RO, Monte Roraima-RR e Primavera-MT
Já no mata-mata da Copa Verde, as cotas são:
- R$ 100 mil para os oito clubes nas quartas de final
- R$ 200 mil para as semifinais
- R$ 250 mil ao vice-campeão
- R$ 400 mil ao campeão
Copa do Nordeste e suas Alterações
A Copa do Nordeste, apesar de ser uma competição com grande apelo comercial, viu uma redução significativa nos valores destinados aos clubes. A nova formatação das datas impossibilitou a participação de algumas equipes, como o Bahia, atual campeão, que não pôde competir devido a conflitos em seu calendário.
Em 2025, a cota fixa da Copa do Nordeste foi de R$ 51,18 milhões. No entanto, na atual edição, esse valor caiu para aproximadamente R$ 34,10 milhões, o que representa uma queda de mais de 30%. A ‘Lampions League’, como é chamada, continua a ter sua transmissão na TV aberta através das filiais regionais do SBT, enquanto os jogos na TV fechada foram transferidos do Premiere e ESPN para o SportyNet e Canal do Benja.
Cotas na fase de grupos da Copa do Nordeste
As cotas na fase de grupos são distribuídas da seguinte maneira:
- R$ 2,5 milhões (Cota 1): Fortaleza, Vitória, Ceará, Sport e CRB
- R$ 1,35 milhão (Cota 2): ABC-RN, Retrô-PE, Botafogo-PB, Confiança-SE e Ferroviário-CE
- R$ 850 mil (Cota 3): América de Natal-RN, Sousa-PB, ASA-AL, Juazeirense-BA e Itabaiana-SE
- R$ 500 mil (Cota 4): Maranhão-MA, Jacuipense-BA, Fluminense-PI, Imperatriz-MA e Piauí-PI
Essas informações ressaltam a importância das reformas nas copas regionais e os desafios enfrentados pela CBF em tornar esses torneios financeiramente sustentáveis e competitivos, ao mesmo tempo em que se busca manter o interesse dos torcedores e a viabilidade comercial das transmissões.

