Apoio do PL para a Candidatura de Curi
Após ser excluído da chapa da direita para as eleições no Rio de Janeiro, a qual foi divulgada na última terça-feira, o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, recebeu um gesto de apoio do PL, partido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Curi, frequentemente visto como um “coringa” que pode assumir um papel significativo na aliança caso algum dos candidatos se torne inviável, recebeu garantias de que terá um papel de destaque na disputa pela Câmara dos Deputados. Essa reação vem em resposta a investidas de outras siglas políticas.
O secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas, que lidera a candidatura ao governo, esteve na sede da Polícia Civil acompanhado do senador Bruno Bonetti, presidente do PL municipal e um dos principais aliados de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do partido. Durante a visita, ressaltaram a importância de Curi e prometeram um suporte financeiro robusto para sua campanha, além de garantir que ele terá um papel central na área de segurança pública caso Ruas seja eleito.
— Douglas afirmou a Curi que ele será a pessoa responsável por coordenar todo o processo de segurança no governo — revelou Bonetti.
Reunião com Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro também convidou Curi para uma conversa em Brasília, logo após o anúncio da chapa, um acontecimento que deixou o secretário bastante decepcionado, conforme apontou a newsletter “Jogo Político”, do GLOBO. Curi havia recebido indicações de que seria o candidato escolhido para competir pelo Palácio Guanabara, especialmente em um momento em que havia incertezas sobre a disposição de Ruas em se lançar na disputa. Na quarta-feira, Flávio sinalizou que Curi poderá assumir um ministério caso o PL saia vitorioso nas eleições presidenciais.
Outro fator que motivou o apoio do PL a Curi é o assédio de outros partidos. O policial civil tem sido cortejado por legendas como PP, Novo e Republicanos, que fizeram propostas para que ele se candidatasse ao Palácio Guanabara como uma segunda opção da direita. No entanto, dentro do PL, Curi é visto como um ativo com considerável potencial eleitoral, uma percepção que se intensificou após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, a mais letal da história do Brasil, que lhe trouxe grande visibilidade.
Curi e as Possibilidades Futuras
Ao se preparar para sua candidatura à Câmara, Curi é considerado o nome mais adequado para assumir uma das vagas ao Senado, especialmente se o governador Cláudio Castro (PL) ou o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), tiverem que desistir de suas candidaturas. A situação de Castro é particularmente delicada, já que no dia 10 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento do caso Ceperj, que pode levar à sua cassação e torná-lo inelegível.
O PL aguarda ansiosamente a filiação de Curi, que deve ocorrer até o dia 4 de abril, prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para aqueles que desejam concorrer nas eleições.
A chapa anunciada na terça-feira inclui, além de Ruas e os candidatos ao Senado, Rogério Lisboa (PP) como candidato a vice-governador. Juntas, as siglas PL, PP e União controlam mais da metade das prefeituras do estado, conferindo à aliança um significativo poder político local.

