Observação de Baleias como Turismo Sustentável em Niterói
A temporada de observação de baleias em Niterói foi oficialmente aberta com o apoio da Prefeitura, por meio da Neltur, e do Projeto Jubarte. A iniciativa está alinhada a uma estratégia que vem sendo desenvolvida desde 2022 para consolidar a observação de cetáceos como uma prática estruturada de turismo sustentável. O objetivo é valorizar a economia do mar e os recursos naturais da cidade, promovendo uma experiência que une lazer e conservação ambiental.
Desde os primeiros estudos realizados entre 2022 e 2023, o turismo de observação de baleias em Niterói ganhou força. Em 2025, segundo ano de operação organizada, mais de dois mil turistas participaram de expedições entre Niterói e Rio de Janeiro. Muitas dessas saídas foram acompanhadas por pesquisadores embarcados, garantindo a segurança dos animais e a qualidade da experiência.
Capacitação e Responsabilidade Ambiental
André Bento, presidente da Neltur, reforça que o contato com a natureza tem um efeito transformador nas pessoas. “Quando alguém observa uma baleia em seu habitat natural, volta sensibilizado e passa a valorizar a preservação. Queremos que esse turismo gere benefícios para a economia local, fortaleça a educação ambiental e respeite os animais e o ambiente onde vivem”, explica.
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Para garantir um modelo organizado e responsável, o município investiu em estudos de viabilidade e monitoramentos ambientais que possibilitam uma atividade segura e sustentável. O aumento dos avistamentos de baleias próximo à costa reforça a importância da região como referência no turismo de observação de cetáceos.
Durante a abertura da temporada, profissionais do setor participaram de uma capacitação focada em turismo regenerativo, legislação de proteção aos cetáceos, regras de avistamento, ecologia e biologia das espécies. Esse treinamento também atualizou operadores que já atuam nas expedições no litoral fluminense.
Crescimento e Impactos Econômicos do Turismo de Observação
A maior procura por capacitação demonstra o amadurecimento do segmento. Agências de turismo, proprietários de embarcações e mestres náuticos buscam formação para atuar com critérios ambientais e de segurança, ampliando a rede de profissionais preparados e conscientes dos impactos ambientais.
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Thiago Ferrari, presidente do Instituto O Canal e diretor do Projeto Amigos da Jubarte, destaca que o turismo de observação de cetáceos tem se consolidado internacionalmente como uma ferramenta importante para conservação e desenvolvimento econômico. “Essa atividade promove emprego e renda para comunidades costeiras, fortalece a educação ambiental e incentiva a proteção dos oceanos. Quando organizada com responsabilidade, transforma conservação em oportunidade de desenvolvimento sustentável”, ressalta.
O setor acompanha uma tendência global: mais de 20 milhões de pessoas participam anualmente de atividades de observação de baleias e golfinhos, gerando cerca de US$ 3 bilhões por ano. No Brasil e na América do Sul, o crescimento anual é estimado em torno de 10%, refletindo o potencial do turismo sustentável nesta área.
Para quem deseja conhecer mais sobre os passeios de observação, a plataforma “Quero Ver Baleia” reúne informações sobre operadoras autorizadas e roteiros disponíveis, facilitando o acesso a essa experiência única e consciente.

