Desempenho Abaixo das Expectativas
A fase atual do Flamengo preocupa torcedores e especialistas. Rodrigo Coutinho, comentarista do Sportv, aponta que a equipe não consegue reproduzir o bom futebol do ano anterior. ‘É um time que deixou de fazer o que lhe era característico, como atuar sob pressão’, explica Coutinho. O Flamengo, que costumava sair jogando com confiança mesmo sob marcação intensa, apresentou uma queda significativa em seu desempenho coletivo. ‘Jogadas que antes funcionavam, agora têm falhado. A coordenação e a intensidade foram comprometidas’, completa.
Além dos problemas coletivos, as atuações individuais também levantam questões. Coutinho observa que, enquanto o Léo Ortiz, por exemplo, teve um desempenho abaixo do esperado, o Rossi demonstra uma frequência maior de falhas. A situação de Arrascaeta, que não conseguiu repetir a forma que teve no ano passado, é outra preocupação. ‘Samuel Lino e Carrascal também não estão dando respostas satisfatórias’, ressalta.
O Papel do Coletivo e dos Jogadores
Marcelo Bechler, comentarista da TNT Sports BR, também se debruça sobre a questão. Ele destaca que a boa fase do Flamengo na temporada passada era sustentada pelo controle dos jogos e pela confiança dos jogadores. Segundo ele, a saída de Jorginho, um jogador fundamental para a dinâmica da equipe, impactou o desempenho. ‘O Flamengo perdeu o sentido de jogo, ficou nervoso e começou a errar passes’, afirma Bechler. A expectativa é que, com o retorno de Jorginho, o time possa recuperar a ordem e a tranquilidade em campo.
Bechler observa que, embora a chegada de Paquetá tenha a intenção de melhorar o ataque, a adaptação do jogador ainda não foi satisfatória. ‘Ele parece um peixe fora d’água’, critica. A falta de um bom desempenho nas laterais do campo parece ser um problema persistente, uma vez que jogadores como Samu Lino e Luiz Araújo não conseguiram se destacar.
Expectativas e Realidade no Flamengo
Alexandre Lozetti, também comentarista do Sportv, acredita que o Flamengo precisa corrigir problemas físicos e táticos. ‘Jogadores que foram fundamentais em 2025 agora apresentam dificuldades, e a concentração parece abalada’, observa. Ele menciona que após um período de grande sucesso, os adversários aprenderam a neutralizar o estilo de jogo do Flamengo, complicando ainda mais a situação.
Lozetti enfatiza que a pressão externa, reforçada pelas redes sociais, pode ser desproporcional. ‘Chamar o time de ‘sem vergonha’ é um exagero. Eles foram campeões e as derrotas em duas finais, embora dolorosas, fazem parte do esporte’, afirma. Para ele, é crucial que a direção e a comissão técnica mantenham a lucidez para diagnosticar e resolver os problemas, especialmente com o novo calendário que pode impactar o desempenho no Campeonato Brasileiro.
O Caminho para a Recuperação
Os especialistas concordam que, apesar das dificuldades, ainda há espaço para recuperação. A necessidade urgente de um “reset” na equipe foi mencionada por Coutinho, que sugere que todos, desde jogadores até a comissão técnica, precisem deixar para trás o que não funcionou. ‘É como se fosse dia 2 de janeiro de 2026; é hora de recomeçar’, afirma ele. A autocrítica é essencial nesse processo, assim como um reforço na confiança dos atletas, que devem redobrar esforços para reencontrar a performance desejada.

