Mobilização por Direitos e Tratamentos Justos
No dia 13 de abril de 2026, mães, pais e responsáveis por pessoas com deficiência, especialmente autistas, se reuniram em um ato em frente à sede da ASSIM Saúde, situada na Rua Ulisses Guimarães, 16, no Centro do Rio de Janeiro. O protesto, organizado por um grupo de famílias que se autodenominam “Mães da ASSIM”, tem como objetivo denunciar o que eles consideram abandono por parte do plano de saúde.
Os relatos trazidos pelas famílias incluem o descredenciamento de clínicas, interrupções nos tratamentos e o desligamento de profissionais que já acompanhavam os pacientes. Essa situação prejudica seriamente a continuidade terapêutica, essencial para o desenvolvimento de pessoas com autismo, especialmente aquelas que estão em níveis mais severos da condição, como o nível 3.
Estudos científicos destacam que os cuidadores de pessoas com deficiência estão expostos a altos níveis de estresse crônico, comparáveis a situações de estresse pós-traumático. No estado do Rio de Janeiro, as famílias afirmam que essa realidade é intensificada pela falta de suporte público adequado, que inclui a escassez de mediadores escolares e a ausência de centros de referência especializados.
Raquel Braga, uma das líderes do movimento, expressou a indignação coletiva ao afirmar: “Não aguentamos mais. É muito desrespeito. Estão descredenciando clínicas, afastando terapeutas que já tinham vínculo com nossos filhos e simplesmente não nos atendem. Talvez com protestos consigamos ser ouvidos.”
O fisioterapeuta e neurocientista Renato de Paula, que apoia o movimento, pontua a gravidade da situação ao dizer: “Estamos falando de famílias que já vivem sob alta carga emocional e financeira. O que vemos hoje é uma falha grave na garantia de direitos básicos. Essas famílias não estão pedindo favor, estão exigindo o que é garantido por lei.”
O ato busca gerar visibilidade para a causa e pressionar tanto o setor privado quanto as autoridades públicas por soluções efetivas. Os organizadores enfatizam que o foco está na garantia da continuidade do tratamento, no respeito aos direitos dos pacientes e na dignidade das famílias que enfrentam essa realidade.
Além disso, o movimento faz um convite à sociedade civil, profissionais de saúde e autoridades para que se unam à luta. A mobilização é um apelo por mudança, por respeito e por direitos fundamentais que devem ser assegurados a todos.
Serviço:
Local: Rua Ulisses Guimarães, 16 — Centro, Rio de Janeiro

