Fortalecimento da identidade feminina e inclusão racial em Nova Iguaçu
Na Escola Municipal Professora Iramar Costa Lima Miguel, localizada no Jardim Roma, meninas, adolescentes e mulheres da rede municipal de Nova Iguaçu participaram de uma programação especial voltada para o fortalecimento da identidade feminina e a promoção da inclusão racial. O projeto “Encontro de Meninas – Construindo Identidades” reuniu uma série de atividades culturais, oficinas e debates focados em autoestima, representatividade e protagonismo feminino ao longo das diferentes fases da vida.
Atividades adaptadas para todas as faixas etárias
Em sua quinta edição, realizada na última terça-feira (26), o projeto proporcionou reflexões sobre o papel da mulher na sociedade e a valorização da identidade racial no ambiente escolar. As ações foram pensadas para atender às diversas idades da comunidade escolar, abrangendo desde crianças da educação infantil até alunas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A programação incluiu oficinas de criação das bonecas abayomi, confeccionadas em pano, contação de histórias, apresentações de dança, além de palestras e oficinas de robótica, trançistas, capoeira e jiu-jitsu. Também foram abordados temas relacionados às redes sociais, autoestima e incentivo à participação feminina nas áreas de ciência e tecnologia. Para as alunas da EJA, os debates exploraram o protagonismo feminino, empreendedorismo e valorização da mulher negra.
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Fonte: belzontenews.com.br
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Fonte: ocuiaba.com.br
Escola e ONG fortalecem debates sobre identidade e representatividade
Para a secretária municipal de Educação, Virgínia Rocha, a escola exerce papel fundamental na inclusão social ao promover debates sobre identidade, autoestima, respeito e representatividade. “É essencial que nossas meninas compreendam desde cedo que podem ocupar qualquer espaço que desejarem, especialmente na ciência, tecnologia e cargos de liderança educacional”, afirmou.
A diretora da escola, Viviane Lopes, reforçou a importância da parceria com a ONG GESTAR (Grupo de Estudos e Debates Antirracistas), que já integra o calendário da unidade para tratar temas essenciais ao protagonismo feminino. “Recebemos outras quatro edições desse projeto, que aborda questões ligadas ao gênero feminino. Temos alunas de várias idades, desde crianças até mulheres idosas da EJA, e trabalhamos a identidade feminina em diferentes etapas da vida”, explicou.
Representatividade e equidade racial na Baixada Fluminense
Marize Conceição, fundadora da ONG GESTAR, destacou a relevância da representatividade e do papel do projeto em escolas. “Desde 2005, atuamos levando educação para as relações étnico-raciais às escolas da Baixada Fluminense. A representatividade é fundamental, e o projeto tem como base trabalhar a equidade racial e de gênero. Precisávamos trazer mulheres negras, referências próximas, para que as meninas se reconhecessem e pudessem sonhar”, afirmou Marize, que é professora de história e pesquisadora.
Integração e valorização da diversidade na escola
Além das oficinas e apresentações culturais, o encontro promoveu momentos de integração entre as participantes, reforçando o papel da escola no fortalecimento de ações voltadas à valorização da mulher, diversidade e inclusão social. A iniciativa demonstra como políticas educacionais locais podem contribuir para a formação crítica e consciente de estudantes, fortalecendo a identidade e o protagonismo feminino em múltiplos contextos.

