Destaque no É Tudo Verdade
Na 31ª edição do festival É Tudo Verdade, o júri internacional premiou em grande estilo. Composto por nomes respeitados da indústria, como a produtora e diretora de fotografia Heloisa Passos, o documentarista Ricardo Casas e a cineasta Vivian Ostrovsky, a competição trouxe à tona obras que refletem tanto a estética quanto a realidade social.
A paulista Alice Riff foi laureada na Competição Brasileira de Longas ou Médias-Metragens com seu filme “Sagrado”. A obra se aprofunda na rotina de professores e funcionários de uma escola pública em Diadema, na Grande São Paulo. Segundo o júri, “a partir de um material de arquivo que prescinde de explicação, o filme se organiza em espiral até alcançar um plano-sequência final de grande potência, conduzido pelas vozes das crianças”. Este gesto, aparentemente simples, reafirma “Sagrado” como uma obra de rara integridade, onde a elaboração estética e a potência política se entrelaçam.
Outra obra que chamou atenção foi “Apocalipse Segundo Baby”, um retrato visceral da cantora Baby do Brasil, dirigido por Rafael Saar. O filme recebeu menção honrosa na mesma categoria, sendo elogiado pela forma autêntica como articula a personalidade da protagonista, incorporando à narrativa sua força e energia.
Na categoria de curta-metragem brasileiro, o pernambucano Douglas Henrique também brilhou com “Os arcos dourados de Olinda”, que aborda o embate em torno da instalação de uma unidade da rede McDonald’s em Olinda. O júri destacou o filme pela “irreverência e pelo humor na construção de uma narrativa lúdica que surpreende ao reinventar o uso do material de arquivo”.
O júri da competição brasileira foi formado pela documentarista e montadora Carol Benjamin, o diretor Eryk Rocha e a pesquisadora e cineasta Helena Tassara, que avaliaram as obras com um olhar crítico e sensível.
Para celebrar esses reconhecimentos, neste domingo, alguns dos filmes premiados terão exibições extras ao longo do festival. Em São Paulo, na Cinemateca Brasileira, estão programadas as exibições de “Sonhos de apagão” e “Um filme de medo” às 16h, assim como “Os arcos dourados de Olinda” e “Sagrado” às 18h. No Rio de Janeiro, no Estação Net Rio, a programação é semelhante: “Sonhos de apagão” e “Um filme de medo” às 15h, seguidos de “Os arcos dourados de Olinda” e “Sagrado” às 17h30.

