Nova unidade socioeducativa em Niterói reforça acolhimento e integração
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), órgão da ONU especializado em infraestrutura, deu início à construção de uma unidade socioeducativa no Rio de Janeiro, projetada para acolher até 65 adolescentes. A iniciativa tem como foco promover o cumprimento dos direitos humanos por meio de um espaço que valoriza o acolhimento e a integração dos jovens.
Localizada em Niterói, a obra foi inaugurada com uma visita técnica e uma cerimônia conduzida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Durante o evento, a ministra Janine Mello destacou que o empreendimento representa um modelo inovador para unidades socioeducativas no Brasil, ao combinar a responsabilização dos adolescentes com respeito à dignidade e garantia de seus direitos.
Estrutura arquitetônica voltada para atendimento humanizado e sustentável
A unidade terá 3.668 metros quadrados e um projeto arquitetônico diferenciado que integra os blocos de Serviço, Educação, Saúde e Administração, ampliando os espaços de convivência. Além disso, contará com uma praça humanizada destinada a receber familiares e visitantes, reforçando o ambiente acolhedor.
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O empreendimento também incorpora princípios de sustentabilidade, com instalação de sistema fotovoltaico para geração e compensação de energia elétrica, além de reuso de águas pluviais. A manutenção do prédio será adaptada para as especificidades do cotidiano de unidades de internação, garantindo funcionalidade e eficiência.
Transparência e cooperação internacional para fortalecer a socioeducação
Fernando Barbieri, diretor e representante do UNOPS no Brasil, ressaltou que desde a elaboração do projeto executivo até a execução da obra, houve empenho em assegurar transparência, qualidade e sustentabilidade. Para ele, o projeto vai além da infraestrutura, representando uma abordagem humanizada da socioeducação.
Essa construção integra um acordo de cooperação técnica internacional entre o UNOPS e o Governo Federal, por meio do MDHC e da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (MDHC).
Segundo Lívia Vidal, coordenadora-geral do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e do Meio Aberto do MDHC, a unidade atende à necessidade de regionalização do atendimento socioeducativo e visa fortalecer o vínculo familiar e comunitário dos adolescentes em medida socioeducativa.

