Nova Pesquisa Quaest Revela Intenções de Voto no Rio de Janeiro
Um novo levantamento da Quaest, encomendado pelo banco Genial, está sendo realizado no Rio de Janeiro para investigar as intenções de voto para as eleições de 2026. A pesquisa, que envolve 1.200 eleitores do estado, teve início nesta terça-feira, 21, e se estenderá até este sábado, 25. Os resultados são esperados para serem divulgados na próxima segunda-feira, 27.
Esta pesquisa constitui a primeira avaliação da Quaest para o próximo ciclo eleitoral e busca medir a popularidade de diversos candidatos ao governo, incluindo nomes como Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos), Wilson Witzel (DC) e o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que é considerado o favorito na disputa.
Além das intenções de voto para o governo, a pesquisa também investigará candidatos ao Senado e à presidência. Questões sobre segurança pública e a avaliação da gestão do atual governador Cláudio Castro também fazem parte do questionário, essencial em um momento turbulento politicamente no estado.
O cenário político do Rio de Janeiro é delicado. Recentemente, o ex-governador Cláudio Castro renunciou, e a linha sucessória se tornou incerta. O vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa, que poderiam assumir a posição, enfrentam questões legais que complicam ainda mais a situação. No momento, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, exerce a função de governador interino, mas não está claro se permanecerá no cargo até o fim do ano, já que o Supremo Tribunal Federal avalia a necessidade de uma nova eleição, que poderá ser direta ou indireta.
Avaliação da Disputa pelo Governo
Os principais pontos abordados na nova pesquisa envolvem a disputa pelo governo do Rio. O levantamento investiga o reconhecimento e a rejeição dos candidatos, avaliando o grau de familiaridade e potencial de voto para diversos nomes, entre eles Eduardo Paes (PSD), André Marinho (NOVO) e Anthony Garotinho (Republicanos), entre outros.
Além disso, a pesquisa simula diferentes cenários de primeiro turno, alterando a lista dos candidatos e incluindo nomes como Cyro Garcia (PSTU) e Juliete Pantoja (UP), por exemplo. Um segundo turno é simulado entre Douglas Ruas e Eduardo Paes, proporcionando uma visão mais abrangente sobre as preferências eleitorais.
Questões sobre a vontade de mudança também foram incluídas, perguntando ao eleitor se deseja continuidade, mudanças parciais ou uma transformação total no cenário estadual.
Avaliação da Gestão de Cláudio Castro
Outro aspecto relevante da pesquisa é a avaliação da gestão de Cláudio Castro. O questionário investiga a aprovação do trabalho do ex-governador e se ele é percebido como merecedor de um sucessor. Além de questões sobre o conhecimento institucional, a pesquisa examina se os eleitores têm acompanhado notícias positivas ou negativas relacionadas à administração estadual.
Segurança Pública e Problemas do Estado
Além de avaliar problemas prioritários na visão do eleitor, a pesquisa também investiga a sensação de segurança nas ruas e a percepção sobre as ações do governo federal e do estado em relação à segurança pública. Os eleitores serão questionados sobre quais medidas consideram mais eficazes para combater o crime, levando em conta propostas que vão desde leis mais rígidas a investimentos em educação e inteligência.
Cenário Presidencial e Disputa pelo Senado
No que diz respeito ao cenário presidencial, a pesquisa avaliará a aprovação do governo atual, liderado por Lula, e testará intenções de voto em possíveis candidatos, como Flávio Bolsonaro, Ciro Gomes e outros. Simulações de segundo turno entre Lula e outros candidatos também serão realizadas.
Por fim, a pesquisa examinará a disputa pelo Senado, avaliando o potencial de voto de figuras como Benedita da Silva (PT), Marcelo Crivella (Republicanos) e Alessandro Molon (PSB). Com as eleições de 2026 elegendo dois senadores por estado, os eleitores serão questionados sobre suas preferências para as duas vagas.
Identidade Política e Alinhamento do Eleitor
A pesquisa também explorará a identidade política dos entrevistados, classificando-os como “Lulistas”, “Bolsonaristas”, “Independentes” ou tendenciosos a outras ideologias. Além disso, serão coletados dados demográficos relevantes, como raça, religião e fontes de informação utilizadas pelos eleitores, ajudando a traçar um perfil mais detalhado dos votantes no estado.

