Uma Nova Abordagem para a Saúde
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro está discutindo o Projeto de Lei nº 48/2025, que propõe a criação da Política Municipal de Uso de Canabidiol (PMUC) para fins medicinais. A iniciativa, que visa regulamentar o uso do canabidiol no sistema de saúde pública, é assinada por diversos vereadores, incluindo Paulo Messina, Leonel de Esquerda e Monica Benicio.
Segundo a proposta, os pacientes que frequentam as unidades de saúde pública poderão ter acesso gratuito a produtos à base de canabidiol, desde que atendam aos requisitos legais e sanitários estabelecidos. Essa acessibilidade pode representar um avanço significativo na melhoria da qualidade de vida de muitos cidadãos que necessitam deste tratamento.
A distribuição dos produtos estará condicionada à prescrição médica, que terá que incluir um laudo com justificativa clínica. Para produtos importados, será necessária autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com as normas pertinentes. O objetivo é garantir que o uso do canabidiol seja seguro e regulamentado, promovendo a saúde da população.
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Capacitação e Informação são Prioridades
Além do acesso aos produtos, o projeto prevê ações importantes de capacitação e divulgação. Uma das diretrizes é a promoção de informações sobre as terapias que utilizam o canabidiol, com o intuito de preparar e informar os profissionais de saúde. A proposta visa também ampliar as estratégias de tratamento disponíveis e incentivar colaborações com órgãos de pesquisa e entidades da sociedade civil.
Os produtos a serem distribuídos devem ser de empresas que possuam certificação da Anvisa, garantindo assim a qualidade e a segurança dos medicamentos oferecidos aos pacientes. A duração do fornecimento dos produtos será conforme indicado na prescrição médica, assegurando que os usuários tenham o suporte necessário em seus tratamentos.
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O profissional de saúde responsável pela prescrição deve ser legalmente habilitado e deve incluir na receita informações como a identificação do paciente, o produto prescrito, a posologia, a quantidade necessária, além da data e assinatura do médico, acompanhadas do seu número de registro.
Um Clamor por Empatia e Ação
Os vereadores que apoiam a proposta destacam a importância de facilitar o acesso a tratamentos médicos que já possuem respaldo científico, especialmente para aqueles que enfrentam dores crônicas e outras condições debilitantes. Eles citam a frase emblemática de Herbert de Souza, conhecido como Betinho, durante sua luta contra a fome nos anos 1990: “quem tem fome tem pressa”. Adaptando essa ideia para o contexto da saúde, afirmam que “quem tem dor, também tem pressa”.
Com essa perspectiva, os autores do projeto enfatizam que muitas famílias no Rio de Janeiro lidam diariamente com o sofrimento de pacientes. Diante dessa realidade, o poder público é chamado a buscar alternativas de tratamento que sejam responsáveis e que promovam efetivamente o bem-estar da população.
A proposta do canabidiol na saúde pública do Rio de Janeiro representa não apenas uma mudança legislativa, mas também uma oportunidade de humanizar o atendimento médico e oferecer um novo horizonte para aqueles que buscam alívio para suas dores, reafirmando o compromisso da cidade com a saúde e a dignidade de seus cidadãos.

