Reuniões e Telefonemas Marcam Dia do Senador Alvo de Investigação
Após ser alvo de uma operação da Polícia Federal, Ciro Nogueira se viu cercado por aliados, mesmo isolado em sua residência. O senador recebeu o apoio de advogados, familiares e de Doutor Luizinho, líder do PP na Câmara, que é seu parceiro político há anos. Em uma tentativa de evitar a atenção da mídia, Luizinho deixou a casa agachado dentro do carro, numa cena que reflete o clima de apreensão que permeava o local.
Os relatos sobre o dia de Ciro indicam um estado de abatimento. Segundo fontes próximas, ele se manteve recluso, acompanhando os desdobramentos da investigação pela televisão e mantendo contato frequente com seus advogados e aliados mais próximos. O clima era tenso, e muitos dentro do seu partido já demonstravam preocupação com o avanço das apurações, que, segundo alguns, vieram de forma surpreendente em termos de tempo e amplitude.
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Apesar de uma mobilização interna em apoio a Ciro Nogueira, a solidariedade pública entre os partidos que compõem o Centrão foi escassa. Dirigentes de legendas como o Republicanos e o União Brasil se mostraram cautelosos e, em tom irônico, comentaram que o momento não era adequado para demonstrações de apoio ao senador, evitando qualquer associação que pudesse prejudicar suas imagens.
Conforme foi noticiado, existe um receio generalizado entre os integrantes do Centrão de que as investigações possam se estender a outros membros da base aliada. Entre os preocupados está Antonio Rueda, presidente do União Brasil, que, segundo informações, já demonstrou temor de ser o próximo a ser implicado. Ele foi mencionado em conversas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e reconheceu que prestou serviços de advocacia ao Banco Master, enfatizando, em nota, que sua atuação ocorreu dentro da legalidade.
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A Polícia Federal inclui Ciro Nogueira como um possível “destinatário central” de vantagens indevidas supostamente pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. As investigações coletaram evidências como registros de pagamentos frequentes e benefícios financeiros, além da atuação do senador em defesa de interesses do banco. Um dos pontos que têm despertado a atenção das autoridades é uma emenda proposta por Ciro em 2024, que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), apelidada nos bastidores de “emenda Master”. Mensagens apreendidas pela PF sugerem que essa emenda teria sido redigida dentro do próprio banco antes de ser encaminhada ao senador.

