Fortalecimento do empreendedorismo negro na Feira Preta
O sebrae nacional marca presença entre os dias 29 e 31 de maio na Feira Preta 2026, que acontece no Rio de Janeiro (RJ). Com foco no fortalecimento do empreendedorismo negro, a instituição oferece espaço para que 100 afroempreendedores possam expor e comercializar seus produtos no maior festival de cultura e empreendedorismo negro da América Latina. A programação do evento, que ocorrerá na região da Pequena África, é totalmente gratuita e faz parte do Programa Plural, iniciativa voltada ao atendimento de públicos historicamente sub-representados e à promoção do empreendedorismo transformador.
Participação diversa e programação multidisciplinar
Além de empresários negros da Bahia, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo, mobilizados pelos Sebrae estaduais, a Feira Preta contará com uma programação rica e diversificada. O público terá acesso a apresentações culturais, palestras, performances e atividades relacionadas à economia criativa, moda, beleza, gastronomia, inovação, turismo e impacto social. Para os empreendedores, o evento representa uma chance concreta de ampliar faturamento e visibilidade. Em 2025, os participantes geraram mais de R$ 297 mil em receita em apenas dois dias de feira, segundo Maria de Fátima Ferreira Pinto, gestora nacional de Afroempreendedorismo do Sebrae.
Origem e importância da Feira Preta
Fundada em 2002 por Adriana Barbosa, a Feira Preta se consolidou como o maior festival de cultura, criatividade e empreendedorismo negro da América Latina. A edição deste ano será sediada na Pequena África, região que simboliza a memória e a resistência afro-brasileira. O evento atrai centenas de afroempreendedores e visitantes, com expectativa de público de aproximadamente 60 mil pessoas, e apresenta uma programação que inclui música, palestras e diversas expressões culturais e econômicas.
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Desafios e avanços do empreendedorismo negro no Brasil
Dados do Sebrae indicam que atualmente existem 15,8 milhões de empreendedores negros no país, o que corresponde a 52,3% do total de donos de negócios no Brasil. Nos últimos dez anos, esse número cresceu 17%. Porém, as dificuldades permanecem, especialmente para mulheres negras, que têm rendimento médio 59% menor que o dos homens brancos empreendedores. O estudo também revela menor acesso à formalização e à previdência social entre esse grupo.
Segundo Maria de Fátima, esses desafios refletem desigualdades estruturais no acesso a crédito, renda e mercados. “Na prática, percebemos que negócios liderados por negros demoram mais para alcançar crescimento e lucratividade. O Sebrae trabalha para romper essas barreiras e fomentar o desenvolvimento desses empreendedores”, explica a gestora.

