Turnê do Coro da Capela Sistina chega ao fim em São Paulo
O Coro da Capela Musical Pontifícia “Sistina” está na reta final de sua turnê de 15 dias pelo Brasil, que tem emocionado públicos em várias cidades. Composto por 23 cantores adultos e 29 adolescentes, conhecidos como Pueri Cantores, o grupo já está na capital paulista. Nesta segunda-feira (13/07), o coro realizou um concerto exclusivo para convidados no TUCA, o Teatro da PUC-SP, em homenagem aos 80 anos da Universidade Católica. O último espetáculo acontece na terça-feira (14/07), na Sala São Paulo, encerrando a temporada nacional.
Alta demanda e lote extra para o concerto de encerramento
Conforme divulgado pela Arquidiocese de São Paulo, os ingressos gratuitos para as apresentações se esgotaram rapidamente devido à grande procura. Para ampliar o acesso do público, serão disponibilizadas 60 entradas presenciais no dia do concerto, a partir de uma hora antes do início, na bilheteria do subsolo da Sala São Paulo. Além disso, haverá uma fila de espera para possíveis lugares remanescentes após o segundo sinal, respeitando a capacidade máxima do espaço, que comporta 1.388 pessoas. O lote extra será liberado a partir das 19h30, com limite de um ingresso por pessoa, garantindo a participação no último concerto do Coro do Papa no Brasil antes do retorno à Itália marcado para quarta-feira, 15 de julho.
Apresentações em Brasília e Rio abrem caminho para a etapa final
Antes de São Paulo, o Coro da Capela Sistina passou por Brasília e Rio de Janeiro, onde realizou concertos e atividades formativas. Na capital federal, o monsenhor Marcos Pavan conduziu uma Aula Magna sobre música sacra e sua importância na liturgia, no Santuário São João Bosco. O evento, que integrou as comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé, destacou o canto gregoriano, o papel do coro nas celebrações e a beleza como meio de experiência divina.
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O arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, ressaltou que o coro é “a instituição musical mais antiga do mundo, ainda em atividade e com total vivacidade, cuja história atravessa aproximadamente 15 séculos da vida da Igreja” e que mantém sua missão de servir nas celebrações do sucessor de Pedro. Monsenhor Pavan compartilhou suas quase três décadas de experiência na Capela Sistina, enfatizando que “a música na liturgia não é um enfeite, mas parte integrante da celebração, um sinal litúrgico essencial”.
Experiência espiritual única na Catedral Metropolitana de Brasília
No dia 9 de julho, o Coro do Papa participou de missa e realizou uma apresentação histórica na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, reunindo cerca de 3 mil fiéis. O público viveu uma experiência marcada pela espiritualidade e pela excelência da música sacra. Marina Gomes de Moura, professora de 77 anos, descreveu o momento como uma oportunidade de “contemplar a beleza de Deus” por meio da arte musical, destacando o clima de encantamento e oração na catedral, que a fez sentir o Vaticano próximo. A jornalista Taciana Collet também compartilhou sua emoção, relatando que a música a transportou para uma celebração com o Papa, ressaltando que “o belo nos conecta com Deus” e que participar da missa foi um presente divino.
Encerramento no Rio com celebração e visita ao Cristo Redentor
No Rio de Janeiro, o grupo realizou um concerto na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para celebrar os 105 anos da paróquia, com telão externo para o público que não conseguiu entrar. No dia seguinte, participaram da missa no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria, no Catete, presidida pelo cardeal Orani João Tempesta, que marcou a abertura do 12º Congresso Arquidiocesano de Iniciação à Vida Cristã, com a presença da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré.
No sábado (11/07), o Coro do Papa visitou o Santuário Cristo Redentor, um dos maiores símbolos da fé cristã no mundo. Monsenhor Pavan refletiu sobre a visita, afirmando: “Deus é a fonte de toda beleza. Temos o privilégio de cantar músicas que elevam o espírito a Deus, mas também de contemplar a criação perfeita que Ele fez, que nos remete à Sua beleza, mesmo que de forma imperfeita”. Essa conexão entre a música, a espiritualidade e a paisagem reforça o impacto da turnê na aproximação dos fiéis ao Vaticano e ao divino.

