Ciclone-bomba provoca alerta vermelho em São Paulo
O ciclone-bomba que se formou na região Sul do Brasil deve seguir para o mar, mas seus efeitos serão sentidos no estado de São Paulo a partir desta quinta-feira (6). A Defesa Civil estadual emitiu dois níveis de alerta — vermelho e laranja — que valem principalmente para esta sexta-feira (7), quando ventos poderão alcançar rajadas de até 100 km/h.
Das 16 regiões administrativas do estado, nove estão sob alerta vermelho, indicando maior risco, enquanto as outras sete permanecem em alerta laranja. A Baixada Santista é apontada pelo meteorologista William Minhoto, da Defesa Civil de São Paulo, como uma das áreas com maior intensidade dos ventos. Segundo ele, a Serra do Mar funciona como uma barreira que pode refletir e intensificar a ventania, elevando os impactos na região.
Riscos e impactos previstos para a população
A Defesa Civil alerta para os riscos de quedas de árvores, destelhamento, interrupções no fornecimento de energia, além de queda de placas, outdoors e até desabamento de estruturas. A ventania também pode provocar dificuldades no trânsito, afetar operações em aeroportos e causar agitação no mar.
“O ciclone vai atingir principalmente o Rio Grande do Sul, onde há potencial para eventos extremos. Em São Paulo, ele chega acompanhado de uma frente fria. Hoje (quinta), os ventos têm intensidade moderada a forte, podendo chegar a 70 km/h. Amanhã (sexta), espera-se ventania forte a muito forte, com rajadas de até 100 km/h. No sábado (8), o fenômeno começa a perder força”, explica Minhoto.
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Além dos ventos, há previsão de pancadas de chuva e descargas elétricas, condições que elevam o risco de transtornos em diferentes regiões do estado.
O que é um ciclone-bomba e sua trajetória
O ciclone é chamado de “bomba” pela rapidez com que ganha intensidade, resultado da queda acentuada da pressão atmosférica em menos de 24 horas. “Um ciclone normalmente mantém sua pressão por dois ou três dias. Este sistema, porém, teve uma redução rápida, o que aumenta sua intensidade em relação a ciclones comuns”, detalha o meteorologista.
Os modelos indicam que o fenômeno, após se formar na região Sul, deve atravessar o oceano Atlântico e chegar até a África do Sul, ressaltando a força e alcance do ciclone.
Medidas do governo e orientações à população
O Governo de São Paulo estabeleceu nesta quinta-feira um gabinete de crise no Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) para monitorar a situação e agilizar respostas. Participam representantes estaduais, concessionárias de energia, água e gás, Departamento de Estradas e Rodagens, agências reguladoras, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária.
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Na tarde desta quinta, a Defesa Civil enviou dez alertas severos por celular para municípios do interior, incluindo Ourinhos, Taciba, Ipaussu, Piraju, Assis, Maracaí, Itaí, Santa Cruz do Rio Pardo, Bernardino de Campos e Taquarituba.
Recomendações para evitar acidentes
Antes da ventania, é fundamental recolher ou fixar objetos soltos em quintais, varandas e sacadas para evitar que sejam arremessados. Telhados devem passar por manutenção preventiva, garantindo que telhas estejam bem fixadas e verificando sinais de danos como infiltrações e rachaduras.
Durante a ventania, a população deve evitar se abrigar sob árvores devido ao risco de queda de galhos, ficar atenta a placas e objetos soltos, não se aproximar de fios elétricos caídos e redobrar cuidado com andaimes e estruturas provisórias. Motoristas devem manter distância segura e reduzir a velocidade, enquanto atividades em locais elevados devem ser interrompidas.
Após o fenômeno, recomenda-se continuar atento a possíveis danos e seguir as orientações das autoridades locais para garantir a segurança.

