Queda Contínua na Inadimplência de Aluguéis no Rio
A taxa de inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro caiu para 3,49%, atingindo o menor patamar desde o início do monitoramento. Em comparação com maio, quando estava em 3,92%, houve uma redução de 0,43 ponto percentual. Já na comparação anual, com junho do ano anterior que registrou 4,09%, a queda foi de 0,60 ponto percentual. Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, destaca o movimento contínuo de queda, que reforça a percepção de um mercado de locação mais saudável na cidade.
Desafios Econômicos e Impactos Regionais
Apesar do cenário positivo, Gonçalves alerta para os riscos que pressões inflacionárias e o aumento dos juros podem trazer, potencialmente revertendo essa tendência. No panorama nacional, o Nordeste mantém a maior taxa de inadimplência, com 5,15%, seguida pelo Norte, com 4,30%. O Centro-Oeste é a única região a registrar alta, passando de 2,85% para 3%. Já o Sudeste, onde está o Rio de Janeiro, reduziu sua taxa para 2,96%, enquanto o Sul mantém o menor índice do país, 2,71%, mesmo com leve alta.
Variações por Tipo de Imóvel e Faixa de Preço
Na região Sudeste, os imóveis comerciais apresentaram a maior inadimplência, com 3,90% em junho, porém com queda de 0,26 ponto percentual em relação a maio. Residências, especialmente casas, também mostraram recuo, atingindo 3,28%. Já os apartamentos tiveram a menor taxa, de 2,02%. No âmbito nacional, quase todas as faixas de preço apresentaram queda na inadimplência, exceto os imóveis comerciais com aluguel entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, que subiram para 3,90%.
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Entre os imóveis comerciais, os aluguéis de até R$ 1 mil continuam concentrando a maior inadimplência, com 7,40%, apesar da redução recente. No segmento residencial, essa faixa também lidera com 6,27%. Gonçalves explica que essa situação reflete a vulnerabilidade econômica das micro e pequenas empresas e famílias de baixa renda, que enfrentam dificuldades para equilibrar despesas frente ao custo de vida.
Perfis de Locatários e Pressões Econômicas
Os aluguéis acima de R$ 13 mil aparecem em segundo lugar no ranking de inadimplência, com 4,63% para imóveis comerciais e 5,42% para residenciais, ambos com queda em relação a maio. Segundo Gonçalves, essa faixa de aluguel costuma envolver locatários com renda familiar elevada, como empresários e comerciantes, mas que estão sob pressão da carga tributária, economia lenta e crédito caro, fatores que mantêm a inadimplência em níveis significativos.
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Fonte: ocuiaba.com.br
Por fim, as menores taxas de inadimplência foram observadas em imóveis residenciais com aluguel entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, registrando 1,68%, e em imóveis comerciais na faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil, com 3,36%. Esses dados refletem a segmentação do mercado e como diferentes perfis econômicos impactam diretamente a capacidade de pagamento dos locatários.

