Geração expressiva de empregos formais no Rio
O Rio de Janeiro criou 400 mil novos empregos formais entre janeiro de 2021 e junho de 2026, segundo levantamento da Prefeitura com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) compilou os números, que apontam uma média mensal de 6,1 mil novas vagas com carteira assinada ao longo dos últimos cinco anos e meio. Com isso, o total de trabalhadores formais na cidade ultrapassou 2 milhões, chegando a 2,019 milhões sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Setor de serviços lidera a criação de postos de trabalho
O setor de serviços foi o principal responsável pelo crescimento da oferta de empregos, respondendo por 74,1% das novas vagas, o equivalente a 296,6 mil oportunidades. Em seguida, aparecem o comércio, com 10,8% (43,2 mil), a construção civil, com 10,6% (42,6 mil), e a indústria, com 4,4% (17,6 mil). A agropecuária teve participação mínima, com apenas 127 empregos formais criados nesse período.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, destaca que o cenário reflete um ciclo consistente de geração de empregos. Ele atribui esse desempenho a um ambiente mais propício para investimentos, empreendedorismo e expansão econômica. “O protagonismo do setor de serviços corresponde à vocação da cidade, mas também é importante reconhecer o desempenho do comércio, da construção e da indústria. Além disso, a maior parte das vagas ocupadas por jovens indica que estamos ampliando o acesso ao mercado de trabalho para as novas gerações de cariocas”, afirma.
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Jovens lideram na ocupação das novas vagas
Os dados revelam que 84,8% dos empregos gerados foram destinados a pessoas entre 18 e 29 anos, totalizando 338,4 mil novos postos. Dentro desse grupo, a faixa etária de 18 a 24 anos concentrou 65,4% das vagas (260,1 mil), seguida pelos trabalhadores de 25 a 29 anos, com 19,4% (77,4 mil). Outras faixas etárias também tiveram participação, como as de 30 a 39 anos (12,9%, 51,5 mil), 40 a 49 anos (9,6%, 38,3 mil) e de 14 a 17 anos (5,8%, 23,2 mil).
Equilíbrio entre homens e mulheres no mercado formal
A distribuição por gênero das novas vagas mostra equilíbrio: 51,4% foram ocupadas por homens e 48,6% por mulheres. Entre os homens, a maioria trabalhou no setor de serviços (66,6%, 136,9 mil), seguida pela construção (16,6%, 34,1 mil), comércio (10,8%, 22,2 mil) e indústria (6,0%, 12,4 mil). Já as mulheres concentraram 82,1% das vagas nos serviços (159,6 mil), 10,8% no comércio (21 mil), 4,4% na construção (8,5 mil) e 2,7% na indústria (5,2 mil).
Escolaridade elevada domina entre os trabalhadores contratados
O levantamento mostra que 96,8% das vagas foram preenchidas por profissionais com, no mínimo, Ensino Médio completo. Desses, 83% tinham concluído o Ensino Médio, 8,9% possuíam Ensino Superior completo e 4,9% estavam com o Ensino Superior incompleto. Observa-se também que a proporção de mulheres com Ensino Superior completo que ocuparam as vagas (11,6%) é quase o dobro da registrada entre os homens (6,4%).
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Microempresas são as maiores geradoras de empregos
Em relação ao porte das empresas, as microempresas foram responsáveis por 74,9% dos empregos gerados, somando 299,8 mil novas contratações. As grandes empresas responderam por 24,6% (98,6 mil) e as médias empresas por 3,2% (12,9 mil). Por outro lado, as pequenas empresas registraram uma redução líquida de 2,8%, o que representa a perda de 11,3 mil postos de trabalho.
Os dados completos sobre o mercado de trabalho carioca estarão disponíveis na edição de agosto do Boletim Econômico do Rio, que pode ser consultado no Observatório Econômico do Rio, acessível pelo site observatorioeconomico.rio.

