Empregos formais crescem no Rio de Janeiro em abril
O Rio de Janeiro registrou a geração de 11.741 empregos com carteira assinada em abril de 2026, conforme os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 28 de maio. Quatro dos cinco principais grupos econômicos apresentaram saldo positivo no estado, refletindo a recuperação da economia local.
O setor de Serviços foi o maior responsável pela criação de vagas, abrindo 8.898 postos de trabalho formais. Em seguida, a Construção contribuiu com 1.939 novas oportunidades, a Indústria gerou 1.271 empregos e a Agropecuária adicionou 103 vagas. O único segmento que apresentou saldo negativo foi o Comércio, com fechamento de 470 postos.
Destaques regionais e perfil dos trabalhadores
Na capital fluminense, a cidade do Rio de Janeiro liderou a criação de empregos, com 4.963 novas vagas com carteira assinada. Outros municípios que se destacaram foram Itaboraí (669 postos), Niterói (637) e Nova Iguaçu (612).
O levantamento também mostra que as mulheres ocuparam a maior parte dos empregos gerados no estado, totalizando 6.077 vagas, contra 5.664 para os homens. Quanto à faixa etária, os jovens entre 18 e 24 anos foram os principais beneficiados, preenchendo 8.089 novos postos de trabalho.
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Na análise por escolaridade, a maioria dos vínculos formais ficou com pessoas que possuem ensino médio completo, somando 9.169 empregos no estado em abril.
Contexto nacional e desempenho por regiões
Em âmbito nacional, o Brasil criou 85.888 empregos formais em abril de 2026, resultado de 2,26 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos. No acumulado do ano, de janeiro a abril, o saldo é de 699.762 novas vagas, representando alta de 1,5% no mercado formal. Nos últimos 12 meses, entre maio de 2025 e abril de 2026, o país registrou a criação de 1.059.860 empregos com carteira assinada.
Do total de 27 unidades da Federação, 24 apresentaram saldo positivo em abril. Os maiores destaques foram São Paulo, com 20,2 mil vagas; Rio de Janeiro, com 11.741; e Minas Gerais, com 8.991. As unidades com desempenho negativo incluíram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).
Crescimento proporcional e setores em alta
O Acre liderou o crescimento proporcional do emprego formal, com alta de 0,9%, seguido pelo Amapá, com 0,8%, e o Distrito Federal, com 0,4%. Em relação às regiões, a Sudeste foi a que mais criou vagas, somando 44,5 mil novos empregos em abril, seguida pelo Nordeste (18,7 mil), Centro-Oeste (10,8 mil), Norte (6,6 mil) e Sul (4,4 mil).
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Entre os grupos econômicos nacionais, os Serviços continuaram impulsionando o mercado de trabalho, com a abertura de 69.601 postos, especialmente nas áreas de administração pública (29.035), informação (16.978) e transporte (12.235). Também apresentaram saldos positivos os setores da Construção (23.525) e da Indústria (9.256). Já o Comércio (-8.114) e a Agropecuária (-8.378) tiveram saldo negativo.
Perfil dos trabalhadores no mercado formal brasileiro
Em termos de gênero, as mulheres ocuparam a maioria das vagas criadas no país em abril, com 49.857 postos, enquanto os homens preencheram 36.031. Os jovens de 18 a 24 anos foram responsáveis por 85.003 empregos, quase 99% do total gerado no mês. A escolaridade predominante entre os novos contratados foi o ensino médio completo, com 83.593 vagas, seguido por ensino médio incompleto, com 6.577.
Quanto ao recorte racial, os maiores saldos foram entre pardos (72.363), pretos (14.955) e brancos (10.870). O mercado formal absorveu 79.843 trabalhadores brasileiros e naturalizados, além de 6.045 estrangeiros em abril.

