O Rio no centro da arte contemporânea
De 16 a 27 de setembro, a cidade do Rio de Janeiro se transforma em um grande palco cultural com a realização da primeira Semana de Arte do Rio. Organizado pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o evento inédito reúne mais de 400 atrações que ocupam espaços emblemáticos do Centro, incluindo museus, teatros, galerias e centros culturais. São 74 festivais, exposições, espetáculos e diversas outras atividades, resultando em mais de mil horas de programação.
Mais que concentrar uma agenda, a iniciativa propõe que o público percorra a região central, descobrindo atrações ao longo do caminho, entre Santa Teresa, Praça XV, Praça Tiradentes, Arcos da Lapa, Carioca, Cinelândia e Praça Mauá, entre outros pontos históricos. Cerca de 120 instituições públicas e privadas participam, fortalecendo o patrimônio material e imaterial da cidade e ampliando a circulação artística.
Política cultural integrada e fortalecida
Para o prefeito Eduardo Cavaliere, a Semana de Arte é uma ferramenta estratégica para consolidar a ocupação cultural do Centro do Rio. “Será a primeira de muitas que virão nos próximos anos”, afirmou durante coletiva no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio). O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, destaca que o evento reflete uma política pública permanente, que conecta produção artística, patrimônio, turismo e desenvolvimento urbano.
O projeto integra diversas ações municipais, como fomento à produção artística, apoio a festivais, formação de públicos, preservação do patrimônio e ocupação cultural dos territórios, em diálogo com setores como turismo e urbanismo. A expectativa é que a Semana de Arte do Rio se consolide no calendário anual e ganhe projeção internacional, aproximando o carioca da arte em suas múltiplas linguagens.
Programação diversa e atrações de destaque
A abertura acontece nos Arcos da Lapa, com um espetáculo de luzes e show de Diogo Nogueira, apontando a diversidade do evento. Entre os destaques estão o espetáculo “Tarsila do Amaral”, com Cláudia Raia, “Senhora dos Afogados”, do Teatro Oficina, e o Projeto Aquarius na Praça Mauá, com Emicida, Leci Brandão e regência do maestro Carlos Prazeres.
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Artes visuais, música, teatro, dança, literatura, cinema, arquitetura e patrimônio estarão presentes. A programação inclui também a presença da Flup, celebrando os 20 anos da obra “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves, reforçando a valorização de narrativas periféricas. Participam ainda o Festival MIMO, ArtRio, Museu Nacional de Belas Artes, Paço Imperial, Casa Cor, Festival Panorama, Encontro de Cinema Zózimo Bulbul, Festival de Teatro Midrash, Museu de Arte do Rio (MAR), Circuito dos Ateliês, Arua Summit, Lado B, FIL, Festival Amir Haddad e Museu do Amanhã.
Operação integrada para acolher o público
Para garantir a segurança e o conforto durante os 12 dias, a Prefeitura montou uma operação integrada envolvendo órgãos municipais e concessionárias. A RioLuz investiu em iluminação cênica nos Arcos da Lapa, com tecnologia RGBW que destaca a arquitetura do monumento e outros patrimônios como o Convento de Santo Antônio e a Igreja do Carmo da Antiga Sé.
A Comlurb mobiliza 700 garis em turnos para manter a limpeza, com 450 contêineres e 180 papeleiras, algumas transformadas em obras de arte urbana por artistas locais, reforçando a valorização do espaço público. A CET-Rio atua no trânsito com bloqueios e desvios para garantir a mobilidade, contando até com 40 agentes de trânsito diariamente.
Mobilidade facilitada e transporte público integrado
O Terminal Intermodal Gentileza (TIG) será fundamental para o deslocamento do público, integrando BRT, VLT e ônibus municipais, facilitando o acesso entre o Centro e outras regiões da cidade. Linhas do BRT Transbrasil conectam a Baixada Fluminense, enquanto o VLT Carioca liga pontos como Praça Mauá, Museu do Amanhã e Aeroporto Santos Dumont.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
O Bilhete Único Carioca (BUC) e o Bilhete Único Margaridas (BUM) permitem integrações tarifárias entre os modais, ampliando o acesso cultural. A programação ainda inclui uma ação especial do VLT do Samba no dia 19 de setembro, com Marquinhos de Oswaldo Cruz e banda levando samba para a Linha 3.
Segurança e monitoramento intensificados
A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) atua com 825 agentes para ordenamento urbano, fiscalização e combate a irregularidades em pontos como Centro, Cinelândia e Santa Teresa. A Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) emprega 681 guardas, priorizando segurança urbana e trânsito nas áreas do evento.
O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) monitora a movimentação com quase 900 câmeras e 250 operadores, acompanhando fluxo de pessoas e trânsito em tempo real. O videowall do COR-Rio, o maior da América Latina, garante ações rápidas e coordenadas para o bom andamento da programação.
Assim, a Semana de Arte do Rio se apresenta como um marco cultural que une arte, patrimônio e cidadania, levando o carioca a redescobrir o Centro da cidade como um espaço pulsante de criatividade e história.

