Paes reafirma apoio a Lula, mas mantém distanciamento do PT
Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, esclareceu a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita à Rocinha. Embora declare voto e apoio à reeleição do presidente, Paes enfatizou que não concorda integralmente com todas as posições do petista e rejeitou a ideia de ser subordinado ao PT. A declaração ocorre em meio à campanha para o segundo turno, em que o candidato busca ampliar sua base eleitoral.
“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula”, afirmou Paes. No entanto, ele ressaltou que parte de seus eleitores não apoia Lula, apontando para uma dissociação estratégica na disputa estadual. “Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”, completou.
Sem desentendimentos, mas com críticas ao entorno presidencial
Em conversa recente com Lula, Paes descartou desentendimentos entre os dois. Porém, mencionou a presença de “intrigueiros” e “ciúme” próximos ao presidente, que influenciam a percepção pública da relação. “Eu falei ontem à noite com o presidente Lula. Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim”, declarou.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
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Fonte: soupetrolina.com.br
Essa declaração reforça a tentativa de Paes de consolidar apoio político, ao mesmo tempo em que se distancia do PT para conquistar eleitores que não votam no presidente. A estratégia busca equilibrar a influência federal sem perder autonomia na disputa estadual.
Campanha evita temas nacionais e foca na disputa local
Na corrida contra Douglas Ruas (PL), Paes opta por evitar a ênfase em debates nacionais. A campanha sinalizou a intenção de concentrar esforços em questões locais, o que gerou desconforto entre petistas, especialmente porque Lula teve desempenho inferior no primeiro turno no Rio de Janeiro.
Paes chega ao segundo turno com 42,76% dos votos válidos, somando 3.706.984 votos. O adversário Douglas Ruas obteve 49,27%, equivalente a 4.271.199 votos. A disputa promete ser acirrada, com foco em ampliar alianças e consolidar o eleitorado.
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Fonte: agendapublica.com.br
Contexto eleitoral e força do PL no Rio de Janeiro
Além da disputa para o governo, as eleições no Rio mostraram a força do PL em outras esferas. Carlos Portinho e Carlos Jordy, do partido, conquistaram as duas vagas do Estado no Senado Federal. Benedita da Silva (PT) ficou em terceiro lugar, com 3,2 milhões de votos.
Na Câmara dos Deputados, o PL elegeu 15 parlamentares no Rio, enquanto o PT garantiu seis das 46 cadeiras. A Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) também terá maioria do PL, que conquistou 21 das 70 cadeiras. Índia Armelau (PL) foi a deputada estadual mais votada, com 248.504 votos, enquanto o PT elegeu nove representantes, menos de 13% do total.

