Decisão do TSE e ascensão política
Fernanda Louback (PL), vereadora de Niterói, está prestes a assumir o cargo de vice-governadora do Rio de Janeiro. Sua entrada no Palácio Guanabara decorre da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), permitindo que Douglas Ruas (PL) ultrapassasse a marca de 50% dos votos válidos no primeiro turno. A confirmação oficial aguarda a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), prevista para o próximo sábado (10).
Perfil e atuação na Câmara de Niterói
Eleita vereadora em 2024, Fernanda cumpre seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Niterói. Católica, conservadora e mãe de duas meninas, ela tem focado sua atuação política na defesa das pessoas com deficiência, sobretudo crianças com autismo e suas famílias. Como presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Câmara, prioriza iniciativas voltadas à inclusão, acessibilidade e ao suporte às famílias que enfrentam desafios ligados a deficiências e doenças raras. Além disso, sua atuação reforça valores conservadores, a defesa da família e das liberdades individuais.
Experiência empresarial e motivação política
Antes de ingressar na política, Fernanda foi empresária em Icaraí, Zona Sul de Niterói, onde administrou uma loja de joias e semijoias na Rua Moreira César. O fechamento do negócio, afetado por obras municipais em 2015 que prejudicaram o acesso e o fluxo de clientes, motivou sua entrada na política. A partir dessa experiência, passou a defender maior planejamento e consideração dos impactos das intervenções públicas para comerciantes e moradores.
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Formação acadêmica e militância conservadora
Fernanda é formada em Educação Física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e possui MBA em Controladoria e Finanças pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua trajetória política ganhou força a partir da militância conservadora local, especialmente com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Fernanda foi a primeira presidente do PL Mulher em Niterói, onde mobilizou mulheres interessadas na política, consolidando sua influência dentro do Partido Liberal.
Transição para a vice-governadoria
Inicialmente, Fernanda planejava disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2026. Contudo, os planos mudaram quando Douglas Ruas a convidou para compor sua chapa como vice-governadora. A escolha ocorreu após o ex-prefeito Rogério Lisboa (PP) desistir da vaga e a federação entre União Brasil e Progressistas se afastar da aliança, fazendo com que o PL optasse por uma chapa formada somente por integrantes do próprio partido.
Impacto político e representação conservadora
Fernanda representa a ligação da candidatura com Niterói e o eleitorado conservador da cidade, além de reforçar a presença feminina na chapa de Ruas. Sua experiência como mãe de duas meninas com necessidades especiais influencia diretamente seu compromisso político. Ela relaciona sua vivência pessoal às dificuldades enfrentadas por famílias na busca por atendimento especializado e políticas inclusivas.
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Prioridades para o governo estadual
Durante a campanha, a chapa Ruas-Louback destacou a ampliação de políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência, pacientes com doenças raras e mulheres. Entre as propostas estão a criação de uma Secretaria de Políticas Inclusivas e uma central de intérpretes que funcione 24 horas para facilitar o acesso de pessoas surdas aos serviços públicos. Caso a vitória seja oficialmente confirmada, Fernanda deixará a Câmara Municipal de Niterói para assumir a Vice-Governadoria em janeiro de 2027.
Controvérsia eleitoral e próximos passos
Essa definição ocorre em meio a uma disputa judicial sobre o resultado das urnas. Após a decisão do TSE, a coligação de Eduardo Paes (PSD) anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a realização do segundo turno no pleito estadual.

