Falta de proteínas no Hospital Alcides Carneiro gera audiência judicial
Uma audiência na Justiça discutiu a alimentação oferecida no Hospital Alcides Carneiro, em Petrópolis, após denúncia que apontava o ovo como única fonte de proteína para pacientes e profissionais por cinco dias. A situação, confirmada por representantes da unidade, ocorreu devido a uma dívida da Prefeitura com a empresa responsável pelo fornecimento das proteínas.
Confirmação da suspensão do fornecimento e impacto na alimentação
Durante a sessão, a nutricionista Vanessa Wendling explicou que, entre a quarta-feira (01) e o domingo (05) da semana passada, o ovo foi a única proteína disponível no cardápio: “Foram apenas os últimos cinco dias em que não houve opção de outras proteínas no estoque, como carne bovina, frango e peixe”, afirmou. A informação foi corroborada pelo diretor do Serviço Autônomo do Hospital Alcides Carneiro (SEHAC), Luiz Cruzick, e pela Secretária Municipal de Saúde, Clarissa Rippel.
De acordo com o diretor do SEHAC, o fornecedor interrompeu as entregas devido a um débito da Prefeitura. O repasse financeiro foi realizado na sexta-feira (3), porém os insumos só chegaram ao hospital na segunda-feira (6). “Já na sexta-feira fizemos os repasses para a empresa, para que ela pudesse logisticamente fazer a entrega das proteínas faltantes”, explicou Cruzick.
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Débitos financeiros e fiscalização rigorosa dos alimentos
A administração financeira do SEHAC informou que o hospital atualmente possui uma dívida de R$ 437 milhões, sendo R$ 58 milhões com fornecedores. A direção destacou que uma equipe técnica fiscaliza diariamente os mais de 50 quilos de alimentos hortifrúti armazenados na unidade. Foi esclarecido que os produtos encontrados na vistoria, como caixas de tomate, ainda não haviam passado por essa fiscalização, o que impede seu uso imediato.
“No dia da vistoria, constatamos um tomate com sinal de bolor. Antes de qualquer preparo, realizamos a seleção criteriosa do hortifrúti para garantir a qualidade no consumo”, explicou Vanessa Wendling.
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Recomendações do Ministério Público para transparência alimentar
O Ministério Público recomendou que o hospital registre diariamente, por meio de fotografias, os alimentos oferecidos a pacientes e colaboradores. Essas imagens deverão ser arquivadas junto com os cardápios da unidade para comprovar a qualidade e variedade da alimentação servida.

