Apuração e reação no QG do PL
O deputado estadual Douglas Ruas (PL) acompanha a apuração dos votos na sede do Partido Liberal (PL) em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, onde apoiadores se concentraram na noite deste domingo, 4. Com 86,46% das urnas apuradas, Ruas lidera a disputa pelo governo do estado com 49,87% dos votos, seguido pelo ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que aparece com 42,13%.
O ambiente no QG do PL é de celebração. Ruas recebe eleitores em ruas fechadas próximas ao local, acompanhado pela sua família e pelo deputado federal Altineu Côrtes, presidente do PL no Rio. Pesquisas divulgadas na véspera indicavam uma vantagem para Paes, cenário que até o momento não se concretizou.
Contexto das pesquisas e situação de Garotinho
Na pesquisa Quaest, Paes aparecia com 51% dos votos válidos contra 43% de Ruas. Essa pesquisa, porém, não considerava a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que disputa sua participação sub judice. Garotinho aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferir sua candidatura devido a inelegibilidade por condenação por improbidade administrativa.
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Votação e declarações dos candidatos
Pela manhã, Ruas votou em Vila Isabel, Zona Norte, acompanhado do senador Flávio Bolsonaro (PL). O deputado expressou otimismo: “Estamos muito confiantes que vamos eleger os dois senadores do PL e o próximo presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro. Que essa eleição possa se encerrar hoje, no primeiro turno, para que possamos iniciar os trabalhos para o futuro do país”.
Já Eduardo Paes votou no Gávea Golf Club, Zona Sul, e fez críticas ao atual cenário político do estado. Segundo ele, o Rio de Janeiro enfrenta “a pior crise da história”, envolvendo crises políticas, institucionais e de segurança pública, além de corrupção. Paes também criticou diretamente Ruas, afirmando que o estado não suporta outro governo como os dos ex-governadores Wilson Witzel e Cláudio Castro, representados pela candidatura de Ruas. Ele convocou os eleitores para o “voto útil”, sem foco em ideologias, e demonstrou confiança na consciência do eleitorado neste momento decisivo.
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