Evento destaca novo período de lutas anti-imperialistas
No último dia 2 de julho, a Liga Anti-imperialista Internacional (LAI) promoveu um encontro significativo no Bar Partisan, no Rio de Janeiro. Aproximadamente 50 participantes, entre eles membros da Associação Brasileira dos Advogados do Povo (ABRAPO), Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPE), Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino e Coletivo Arapuka, se reuniram para discutir os desafios impostos pela máquina imperialista no Brasil e no cenário internacional.
O evento iniciou com uma intervenção que ressaltou o papel da LAI neste novo ciclo de resistência global. Segundo a organização, é fundamental construir uma frente unificada que conecte guerras populares e revoluções de libertação nacional, enfrentando o imperialismo, apontado como o principal inimigo das classes dominadas. A fala ressaltou ainda que o imperialismo, embora em estágio de decomposição, continua ativo e necessita de combates organizados para ser derrotado: “O imperialismo é um cadáver que não morre, porque precisa de coveiros. Precisa de uma vanguarda, precisa de massas que o enterrem”.
Preocupação com lobbies e repressão crescente
Durante o encontro, representantes da LAI alertaram para a influência crescente de lobbies brasileiros e sionistas aliados ao imperialismo, que utilizam seus representantes políticos para reduzir a visibilidade e dificultar a conscientização sobre as lutas anti-imperialistas, não só no Brasil mas também em países como Palestina, Irã e Venezuela.
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO) destacou as recentes derrotas do imperialismo em suas ofensivas contrarrevolucionárias, mencionando os casos do Afeganistão, Palestina e Irã como exemplos de resistência que fortaleceram a defesa da libertação nacional e do direito dos povos de se armarem contra invasores.
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Solidariedade à Palestina e críticas a perseguições políticas
A Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPE) leu a “Carta Aberta aos Comitês de Solidariedade à Palestina de todo o Brasil”, que denuncia a expulsão de movimentos como Mangue Vermelho, Movimento Ventania e Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Comitê de Solidariedade à Palestina em Pernambuco. A carta relata a onda de solidariedade internacional ao povo palestino após o conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, destacando a criminalização de manifestações pró-Palestina em diversos países, incluindo o Brasil.
Os coletivos estudantis mencionam divergências internas, mas enfatizam a importância da aliança ampla em defesa da resistência palestina. Também criticam a postura de grupos políticos locais que, segundo eles, colaboraram para a prisão ilegal de ativistas e a repressão aos movimentos populares, como ocorreu em manifestações contra ataques imperialistas ao governo da Venezuela.
A Revolução Agrária como instrumento anti-imperialista no Brasil
Durante o evento, um estudante destacou a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e a Revolução Agrária como as principais expressões da luta anti-imperialista no país. Para ele, combater o imperialismo no Brasil passa necessariamente por romper com o latifúndio, que mantém as estruturas de opressão e exploração.
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Os presentes também abordaram os recentes ataques do latifúndio, com o apoio do Estado de Rondônia, contra camponeses pobres ligados à LCP. Esses ataques têm o objetivo de conter o avanço da Revolução Agrária e preservar os interesses dos grandes proprietários de terra, alinhados aos interesses imperialistas.
Um representante da ABRAPO relembrou a Operação Godos, uma das maiores ações policiais contra a LCP em Rondônia, e criticou a criminalização dos camponeses, especialmente no caso da prisão da advogada Lenir Correia. Segundo a associação, a detenção de Lenir, que atua como advogada popular, é ilegal e arbitrária, além de ocorrer em condições precárias, com violação de seus direitos básicos, como o acesso a medicamentos essenciais para seu tratamento médico.
Consolidação da resistência e próximos passos
O encontro da LAI no Rio reforçou a importância da solidariedade internacional e da mobilização contra o imperialismo, destacando a necessidade de fortalecer as organizações que lutam contra a opressão no Brasil e no mundo. A defesa da Revolução Agrária e a denúncia das repressões recentes marcam o compromisso dos participantes em continuar resistindo diante dos desafios impostos pelo atual contexto político e social.

