Viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro com Geely EX5: elétrico ou híbrido?
A variedade de motorizações disponíveis no mercado tem gerado dúvidas entre os consumidores, especialmente em relação à viabilidade de viagens longas com carros elétricos. Um dos principais questionamentos envolve a autonomia e a rede de recarga rápida, que precisa acompanhar o crescimento da frota elétrica no país. Para avaliar essas questões, a Geely propôs um desafio: realizar a viagem de 450 km entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), palco do evento E-Days 2026, utilizando duas versões do Geely EX5 – a elétrica (EV) e a híbrida plug-in (EM-i).
Principais diferenças entre as versões EV e EM-i do Geely EX5
Visualmente, os modelos Geely EX5 EV e EM-i apresentam diferenças, mas mantêm o mesmo porte e compartilham a plataforma GEA, desenvolvida pela Geely para acomodar diferentes tipos de propulsão. Essa similaridade é positiva para os consumidores que priorizam espaço interno e capacidade do porta-malas na hora da compra.
O destaque está na motorização: o EX5 EV conta com um motor elétrico dianteiro de 218 cv e torque de 32,6 kgfm, alimentado por uma bateria LFP de 60,2 kWh, que suporta recargas AC de 11 kW e DC de até 100 kW. Já o EX5 EM-i combina um motor 1.5 aspirado com um motor elétrico, totalizando 262 cv e 38,7 kgfm, equipado com bateria LFP de 29,8 kWh e recargas AC de 6,6 kW e DC de 60 kW.
Desempenho e autonomia na prática: bagagens, energia e gasolina
Antes de iniciar a viagem saindo de São Paulo, o EX5 elétrico estava com a bateria carregada a 100%, exibindo um alcance estimado de 415 km no painel. Já o modelo híbrido EM-i, com bateria recarregada e tanque abastecido, indicava 168 km de autonomia elétrica e 1.130 km de alcance com gasolina, totalizando 1.298 km.
Leia também: STF Define Data para Julgamento das Eleições no Rio de Janeiro em Agosto
Leia também: MJSP inaugura Escritório Nacional Antifacção no Rio para fortalecer combate ao crime organizado
Respeitando o manual de calibragem dos pneus, com duas pessoas e bagagens em cada veículo, ambos foram conduzidos no modo Eco, com regeneração automática, durante o percurso. A condução acompanhou o ritmo comum da estrada, incluindo ultrapassagens e uso de ar-condicionado, sem ajustes para otimizar o consumo além do normal.
Conforto e tecnologia para longas distâncias
O Geely EX5, em ambas as versões, se destacou pelo conforto: suspensão bem ajustada, interior espaçoso, bancos confortáveis e isolamento acústico eficiente. O pacote tecnológico inclui espelhamento sem fio para smartphones e assistentes de condução que aumentam a segurança e reduzem o cansaço ao volante, fatores essenciais em trajetos de longa duração.
Paradas estratégicas e recarga durante o trajeto
Após rodar cerca de 350 km, houve uma parada para alimentação e banheiro. Nesse intervalo, o EX5 EV foi conectado a um carregador de 60 kW, partindo de 9% da bateria e com 37 km de alcance, enquanto o híbrido EM-i tinha zerado a autonomia elétrica, mas ainda contava com 802 km de combustível, sem necessidade de reabastecimento ou recarga até então.
Leia também: MJSP inaugura Escritório Nacional Antifacção no Rio para fortalecer combate ao crime organizado
Leia também: Coaf abre escritório no Rio para reforçar combate ao crime organizado em 2024
Após aproximadamente 40 minutos, o elétrico recuperou autonomia para 280 km, suficiente para seguir viagem e circular pelo Rio de Janeiro sem precisar buscar pontos de recarga imediatos. O híbrido, por sua vez, não precisou abastecer ou recarregar durante todo o percurso de ida e volta entre as duas capitais.
Vale a pena viajar com carro elétrico ou híbrido?
O Geely EX5 elétrico oferece bom desempenho para uso urbano e autonomia segura para viagens, desde que o motorista esteja habituado a programar paradas em pontos de recarga rápida, que vêm se expandindo pelo país. No entanto, o modelo híbrido EM-i se destaca pela maior autonomia total e pela flexibilidade de uso elétrico no dia a dia, sem a preocupação constante com pontos de recarga em trajetos longos.
Essa comparação reforça a liberdade de escolha na propulsão: o consumidor pode optar entre a sustentabilidade e o silêncio do elétrico ou a conveniência e o alcance estendido do híbrido, conforme suas necessidades e rotina. Para trajetos como o Rio-São Paulo, o híbrido ainda mantém vantagem pela praticidade, enquanto o elétrico avança com a expansão da infraestrutura de recarga no país.

