Início das obras do Centro Cultural Rio-Áfricas
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, deu início às obras do Centro Cultural Rio-Áfricas nesta sexta-feira (31/07). Localizado na Pequena África, na Zona Portuária, o novo equipamento cultural reforça a região como um dos principais territórios de memória, identidade e resistência da cidade. A construção acontece no terreno onde funcionou por mais de 90 anos a Maternidade Pró-Matre, cuja demolição marcou o começo do projeto.
Importância do Centro para a identidade cultural
“Hoje damos início a essa obra que é motivo de orgulho e mostra que estamos no caminho certo na Região Portuária do Rio”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere. Segundo ele, o Centro Cultural Rio-Áfricas não apenas consolida a Pequena África, mas atua como uma bússola para o desenvolvimento e construção da identidade do Rio de Janeiro. O equipamento pretende valorizar a ancestralidade dos povos africanos que contribuíram para a formação da cidade, olhando para o futuro sem esquecer essa herança fundamental.
Projeto arquitetônico e inspiração
O Centro será erguido ao lado do Cais do Valongo, patrimônio mundial reconhecido pela Unesco. Seu projeto arquitetônico é de autoria do arquiteto Marcus Vinicius Damon Martins de Souza Rodrigues, do Estúdio Módulo de Arquitetura e Urbanismo. A proposta foi selecionada entre 36 projetos apresentados por arquitetos negros brasileiros e africanos de língua portuguesa, por meio de concurso promovido pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ).
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Com um pátio arborizado, o Centro Cultural dialoga com a história local e a identidade afro-brasileira. O paisagismo inclui espécies como espada-de-são-jorge, agapanto e capim-do-texas, remetendo a simbolismos africanos e à Mata Atlântica. A fachada terá tramas inspiradas em padrões africanos e painéis perfurados que filtram a luz natural, valorizando a ancestralidade afro-diaspórica.
Legado para a Zona Portuária e a cidade
O Centro Cultural Rio-Áfricas integra o processo de transformação da Zona Portuária, iniciado com o Porto Maravilha. Ele se soma a outras ações de valorização da Pequena África e do Cais do Valongo, realizadas em parceria com instituições como Iphan, BNDES, IDG e a iniciativa privada. Com a obra, a Prefeitura avança na criação de um espaço dedicado à preservação da memória, difusão da cultura afro-brasileira e fortalecimento da Pequena África como referência histórica, cultural e turística no Rio de Janeiro.
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