Chegada do Padrão Segurança Máxima ao Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro passou a integrar o Padrão Segurança Máxima (PSM), iniciativa do Programa Brasil Contra o crime organizado, com a implementação de ações integradas de inteligência, operações e investimentos tecnológicos em seis unidades prisionais estratégicas do estado. As operações foram conduzidas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Secretaria de Estado da Polícia Penal do Rio de Janeiro (SEPPEN-RJ).
Operações Mute e Modo Avião: resultados e mobilização
Entre os dias 15 e 19 de junho, equipes da SENAPPEN e da SEPPEN-RJ realizaram as operações denominadas Mute e Modo Avião em cinco unidades prisionais do estado. Cerca de 700 policiais penais, tanto estaduais quanto federais, participaram das ações, que resultaram na revista de 143 celas e na apreensão de 165 aparelhos celulares e diversos materiais ilícitos. Essas operações são uma resposta direta ao uso de dispositivos eletrônicos ilegais dentro do sistema prisional.
Na sexta-feira (19), autoridades como o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, e a secretária da Polícia Penal do Rio de Janeiro, Alessandra Odawara, acompanharam as atividades, reforçando o compromisso conjunto entre União e estado.
Uso de tecnologia de ponta para segurança prisional
Além das revistas, as equipes utilizaram georradar, tecnologia que permite identificar estruturas subterrâneas como túneis e galerias sem necessidade de escavações. Esse equipamento é fundamental para detectar alterações que possam comprometer a segurança das unidades prisionais e prevenir fugas ou outras ações criminosas.
As operações focaram em combater organizações criminosas que utilizam comunicações ilícitas a partir do ambiente prisional, com base em inteligência integrada entre a SENAPPEN e a Polícia Penal do Rio de Janeiro. As unidades selecionadas concentram pessoas privadas de liberdade envolvidas nessas dinâmicas criminosas.
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Fortalecimento das polícias penais com ações coordenadas
Segundo André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, 2022é essencial que o enfrentamento ao crime organizado seja coordenado entre as esferas estadual e federal. O Padrão Segurança Máxima busca fortalecer as polícias penais estaduais com tecnologia, inteligência e boas práticas consolidadas no Sistema Penitenciário Federal. A expansão desse modelo no Rio de Janeiro amplia a capacidade de controle nas unidades e contribui diretamente para a segurança pública.2023
Alessandra Odawara, secretária da Polícia Penal do Rio de Janeiro, destaca que a parceria com a SENAPPEN eleva a capacidade operacional do sistema prisional fluminense. A chegada de novas tecnologias, especialmente na área de inteligência, combinada às ações integradas, aprimora o controle, reforça a segurança e qualifica o trabalho dos policiais penais do estado.
Investimentos e resultados do programa até junho de 2026
Desde o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado em maio de 2026, o Padrão Segurança Máxima mobilizou 5.297 policiais penais, alcançou 133 unidades prisionais, revistou 4.256 celas e apreendeu 1.427 aparelhos celulares ilegais. Esses números refletem a atuação conjunta entre União e estados, com uso de inteligência, tecnologia e operações para fortalecer o controle prisional e combater o crime organizado dentro do sistema.
Na semana que o programa chegou ao Rio de Janeiro, o estado recebeu 13 equipamentos de raio-X para unidades prisionais estratégicas. As seis unidades que participaram das operações Mute e Modo Avião fazem parte desse grupo, que também inclui outras sete unidades do estado beneficiadas com os equipamentos.
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Modernização tecnológica e novas aquisições previstas
O cronograma do Padrão Segurança Máxima prevê, para o segundo semestre de 2026, a entrega de sistemas táticos para varreduras ambientais, georradar, drones, aparelhos de raio-X portáteis, equipamentos de inspeção por câmeras para espaços ocultos, scanners corporais, além de novos equipamentos de raio-X e soluções de áudio e vídeo para parlatórios. Essas ferramentas ampliam a fiscalização, monitoramento e controle nas unidades prisionais estratégicas do Rio de Janeiro.
Está prevista também a entrega de 39 viaturas-cela para o estado. O programa destina cerca de R$ 324 milhões para modernização tecnológica e operacional do sistema prisional, visando fortalecer a segurança, ampliar a capacidade das unidades e reforçar o combate ao crime organizado. Até o momento, mais de R$ 184,9 milhões foram investidos em equipamentos, tecnologias e viaturas.
Estrutura e abrangência do Padrão Segurança Máxima
O Padrão Segurança Máxima faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e atua em três frentes principais: inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores. As 138 unidades contempladas foram selecionadas com base em dados de inteligência e estão distribuídas por todas as regiões do Brasil, com 23 no Norte, 45 no Nordeste, 15 no Centro-Oeste, 38 no Sudeste e 17 no Sul.
A iniciativa tem como objetivo difundir protocolos, procedimentos e referências operacionais já consolidadas no Sistema Penitenciário Federal administrado pela Polícia Penal Federal, sem transformar as unidades estaduais em federais. O foco é fortalecer as capacidades locais por meio da integração entre inteligência, tecnologia, capacitação e atuação operacional, respeitando a autonomia dos estados e promovendo a cooperação federativa no combate ao crime organizado.

