Senado do Rio registra queda na bancada do PL
O resultado das eleições no Rio de Janeiro evidenciou a força do Bolsonarismo na região, mas trouxe uma particularidade: apesar das amplas votações a Flávio Bolsonaro (PL) e Douglas Ruas (PL) e da eleição dos senadores Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), o estado será o único do Brasil onde o PL terá redução na bancada do Senado.
O motivo está na configuração anterior. As três cadeiras no Senado pelo Rio já eram ocupadas por Flávio Bolsonaro, Romário e Carlos Portinho, todos filiados ao PL. No entanto, Romário, que tem mandato até 2030, deixou a sigla ainda no início da campanha eleitoral para apoiar o candidato Eduardo Paes (PSD). Com essa saída, o PL passará a contar com apenas dois senadores no estado.
Romário formalizou sua saída do PL no dia 14 de agosto, pouco antes das campanhas começarem oficialmente, e permanece atualmente sem partido. O ex-jogador transitou por quatro legendas ao longo da carreira política: PP, PSB, Podemos e PL. Ele iniciou sua trajetória eleitoral no PSB, sendo eleito deputado federal em 2006 e 2010, e senador em 2010. Em 2018, disputou o governo do Rio pelo Podemos, sem sucesso, e em 2022 voltou ao Senado pelo PL.
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Contexto nacional e desempenho do PL em outros estados
Além do Rio, outros estados onde o PL já possuía representantes no Senado não ampliaram suas bancadas, como Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba e Paraná. No Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Paraíba, o partido manteve as vagas conquistadas em 2022 pelos senadores Magno Malta, Rogério Marinho e Efraim Filho, respectivamente.
No Paraná, Sérgio Moro, também do PL, foi eleito governador, abrindo vaga no Senado para seu suplente Luis Felipe Cunha (União). Na mesma eleição, Filipe Barros (PL) conquistou uma das duas vagas em disputa no estado.
PL cresce nacionalmente, mas perde no Rio
Apesar da redução na bancada do Rio, o PL é o partido que mais cresceu no Senado nacionalmente, quase dobrando sua representação. De 15 senadores antes das eleições, a legenda passa a contar com 29 parlamentares.
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Fonte: edemossoro.com.br
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Fonte: londrinagora.com.br
Esse avanço ocorreu às custas da base governista, que teve seu número reduzido, e afetou nomes próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário reflete a ascensão da direita no país, alinhada com o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) superou Lula em votos no estado.
Antes das eleições, PT, MDB, PSD, PSB e PDT somavam 40 senadores; agora, esses partidos têm 28, incluindo um eleito pela Rede, partido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

