Abordagem policial em São Gonçalo termina em morte de motociclista
Câmeras de segurança captaram na tarde do último domingo (31) o momento exato em que mais de três policiais militares perseguem o motociclista Eduardo Ornellas, de 26 anos, pelas ruas de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. No vídeo, os agentes são ouvidos gritando repetidamente “vai morrer” enquanto efetuam disparos contra o rapaz que tentava fugir da abordagem.
O registro mostra a tensão do momento, com comandos como “Para!” seguidos das ameaças: “Vai morrer, hein! Vai morrer, hein! Vai morrer”. Eduardo foi atingido durante a ação e não resistiu aos ferimentos, morrendo pouco depois. Ele será velado na manhã de terça-feira (2) e enterrado às 11h30 no Cemitério Parque da Paz, localizado no bairro Pacheco, em São Gonçalo.
Detalhes e desdobramentos da ocorrência
De acordo com familiares, Eduardo não obedeceu à ordem de parada dos policiais por estar com a documentação da motocicleta irregular. Durante a abordagem, os agentes confundiram um celular preso à cintura do motociclista e começaram a disparar. A namorada dele, que estava na garupa, foi atingida por um dos tiros. Assustado, o jovem fugiu, mas acabou baleado.
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O Corpo de Bombeiros prestou socorro imediato a Eduardo, porém ele não sobreviveu. A mulher foi encaminhada ao Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, onde recebeu atendimento e já teve alta médica. Um parente afirmou que a abordagem foi negligente: “Ele acabou acertando a namorada na perna. Assustado, vendo a gravidade da situação, saiu correndo. Como estava com o documento da moto atrasado, correu na tentativa de pedir socorro”.
Familiares ressaltam que Eduardo nunca teve envolvimento com atividades criminosas. Trabalhador e vidraceiro, era conhecido na região como um jovem de bem. A indignação da família cresce diante da perda e das circunstâncias do ocorrido.
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Investigação e medidas adotadas pela Polícia Militar
A Corregedoria da Polícia Militar confirmou a abertura de investigação para apurar a conduta dos agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) envolvidos na ação. O policial que efetuou os disparos foi afastado das funções enquanto o processo segue. Paralelamente, o caso está sob análise da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), que conduz as investigações criminais.

