Mudanças no Palácio Guanabara
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou a sua renúncia ao cargo, marcada para acontecer no Palácio Guanabara. A decisão ocorre em meio a acusações de abuso de poder político e econômico durante sua campanha pela reeleição em 2024. O Ministério Público Eleitoral já havia acusado Castro e seu vice, Thiago Pampolha, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, de contratações irregulares de milhares de pessoas através da Fundação Ceperj durante o período eleitoral.
Em virtude da ausência de um vice-governador, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumirá interinamente a função. De acordo com a legislação, ele terá a responsabilidade de convocar uma eleição indireta, onde os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) escolherão um novo governante que ocupará o cargo até janeiro, data em que o novo governador eleito assumirá após a votação programada para outubro.
Com a possibilidade de renúncia se aproximando, Cláudio Castro também tomou a decisão de exonerar 11 secretários do estado, permitindo que eles se candidatem nas eleições de 2026. Esta informação foi divulgada no Diário Oficial do estado nesta sexta-feira. As nomeações dos novos secretários em substituição aos anteriores foram anunciadas, com mudanças em pastas como Polícia Civil, Cidades e Turismo. Castro comentou que essas alterações “fazem parte do calendário eleitoral e são naturais neste momento”.
As exonerações ocorrem em um cenário onde a renúncia de Castro já havia sido antecipada pelo colunista Lauro Jardim, que indicou que a saída do governador aconteceria ainda nesta segunda-feira. Tal decisão é vista como uma estratégia para evitar a inelegibilidade e possibilitar uma candidatura ao Senado nas eleições de outubro. A coluna sugere que, ao renunciar antes do julgamento que poderia torná-lo inelegível, Castro busca que a ação contra ele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) perca o sentido, uma vez que não estará mais exercendo a função de governador.
Na reestruturação das secretarias, o novo secretário da Polícia Civil será Delmir Gouveia, um delegado com mais de 30 anos de experiência no serviço público, que substitui Felipe Curi. Na Secretaria de Infraestrutura e Obras, Raul Fanzeres assume a posição anteriormente ocupada por Uruan Andrade.
A transição continua com a mudança na Secretaria do Ambiente, onde Bernardo Rossi deixa o cargo para dar lugar a Diego Faro. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos também passa por uma troca, com Anderson de Azevedo Coelho assumindo no lugar de Rosângela Gomes, enquanto na Secretaria de Trabalho e Renda Daniel Martins toma a liderança, sucedendo Luiz Martins.
Além disso, na Secretaria de Turismo, Lucas Alves será o novo secretário, substituindo Gustavo Tutuca. Por fim, Isabela Alves assume a Secretaria de Juventude e Envelhecimento Saudável, preenchendo a vaga que era de Alexandre Isquierdo.

