Movimento por Direitos Salariais dos Professores
Na próxima quinta-feira, dia 9, professores estaduais e municipais do Rio de Janeiro se unirão em uma paralisação de 24 horas, conforme anunciado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe). A mobilização tem como objetivo reivindicar a recomposição salarial e a implementação do Piso Nacional do Magistério, além de ajustes para os funcionários das escolas.
Os educadores estaduais realizarão uma assembleia geral no Clube de Engenharia, situado no Edifício Edison Passos, na Avenida Rio Branco, número 124, no Centro do Rio. O encontro está agendado para as 10h e será seguido por um ato de protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Por sua vez, os professores municipais também se mobilizarão, promovendo uma assembleia e um ato na Cinelândia, que iniciará às 14h. O ato principal está programado para começar às 15h. A série de manifestações busca chamar a atenção das autoridades para a situação crítica enfrentada pela categoria.
Um estudo realizado pelo Sepe em parceria com o DIEESE revela que, entre 1º de março de 2019 e 31 de dezembro de 2025, os professores enfrentaram uma perda salarial significativa, que chegou a 19,40%. Este dado traz à tona a urgência da luta por melhores condições financeiras e reconhecimento do trabalho educacional.
De acordo com o mesmo levantamento, para que os salários dos profissionais da educação estadual, em 1º de fevereiro de 2026, recuperassem o poder de compra que tinham em 1º de julho de 2014, seria necessário um reajuste de 55,96% conforme o INPC-IBGE e 56,74% se considerado o IPCA-IBGE. Essas cifras expressam uma realidade alarmante e reforçam a necessidade de ação imediata.
O Sepe destaca que a paralisação não é apenas uma estratégia de protesto, mas também uma forma de unir a categoria em busca de melhorias efetivas que impactem a qualidade do ensino e valorizem os educadores. Em um momento em que a educação é mais do que nunca uma prioridade, as vozes dos profissionais devem ser ouvidas com atenção e respeito.
Com a paralisação marcada, espera-se que a mobilização consiga atrair a atenção não apenas do governo, mas também da sociedade civil, que deve se engajar na causa dos educadores. A luta por melhores condições de trabalho e salários justos é essencial para garantir um futuro educacional mais promissor para todos os estudantes do Rio de Janeiro.

