Tragédia no Quiririm: Bebê Morta e Padrasto Preso
A história de Maya Costa Cypriano, uma menina de apenas 1 ano e 9 meses, comoveu amigos e familiares após sua morte marcada por sinais de violência. O triste acontecimento ocorreu na quinta-feira, dia 2, enquanto sua mãe, Emanuele Costa, estava em uma entrevista de emprego. Ao ser informada do estado de saúde da filha, ela chegou em casa e a encontrou em condições críticas, levando-a à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campinho. Infelizmente, Maya não resistiu e foi declarada morta, levando a família a um sepultamento marcado por dor e pedidos de justiça no Cemitério do Caju, na Região Portuária do Rio de Janeiro, no último domingo (5).
O padrasto da menina, Lukas Pereira do Espírito Santo, foi preso sob a acusação de feminicídio após confessar ter agredido a criança. Emanuele relatou em vídeo nas redes sociais que deixou a filha sob os cuidados de Lukas, acreditando que ele a protegeria. “Na quinta, minha mãe me mandou a informação da entrevista que eu tanto esperava e não tinha ninguém para ficar com a Maya. Até aquele momento, nunca tinha acontecido nada de ruim”, comentou.
De acordo com Emanuele, durante a manhã, Lukas tentou contatá-la, mas não mencionou nenhuma agressão. Quando a mãe chegou em casa, encontrou a filha em estado crítico. “Ele começou a me ligar desesperado por volta das 8h. Onde eu estava não tinha sinal, só consegui falar perto das 10h. Fui correndo para casa e cheguei por volta de meio-dia. Minha filha estava semiacordada e gelada”, detalhou.
Maya foi levada à UPA, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi declarada morta ao chegar à unidade médica. A equipe de saúde encontrou marcas de agressão no corpo da menina e imediatamente acionou a polícia. Na delegacia, tanto Emanuele quanto Lukas prestaram depoimento, mas inicialmente foram liberados. Contudo, a perícia no corpo de Maya revelou que a causa da morte foi uma lesão abdominal, levando a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) a reabrir o caso com investigação de homicídio.
“Ele espancou a minha filha e não teve um pingo de remorso. Não mostrou emoção, não chorou. Ficou comigo no hospital, me dando apoio, e eu mal sabia que ele tinha matado a minha filha”, disse Emanuele em sua narrativa dolorosa, descrevendo a frieza do padrasto após o crime.
Na sexta-feira (3), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão contra Lukas. Em novo depoimento, ele confessou que agrediu a criança e, a partir de então, passou a ser investigado pelo crime de feminicídio. As autoridades seguem apurando o caso para determinar se há outras pessoas envolvidas ou se alguma outra responsabilidade pode ser atribuída.

