Tragédia na UPA da Ilha do Governador
O corpo de Ayla dos Santos, uma menina de apenas 4 anos, será sepultado na tarde deste sábado (18) no cemitério do Cacuia, localizado na Ilha do Governador. A morte da criança gerou comoção e provocou investigações por parte da polícia e da Fundação Saúde, que buscam esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Ayla foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na quinta-feira (16), após apresentar dificuldades para se alimentar. Ao chegar ao local, recebeu uma classificação verde, indicando que seu caso não era considerado uma urgência. A menina permaneceu na unidade ao longo da tarde, e, segundo relatos da família, foi diagnosticada com uma infecção urinária.
De acordo com os médicos, Ayla necessitava ser transferida para a área vermelha da UPA, onde são atendidos os casos mais críticos. Contudo, por volta das 22h, a criança foi declarada morta, desencadeando uma série de perguntas e preocupações entre familiares e membros da comunidade.
“Minha filha estava bem, os dentinhos dela estavam crescendo. Tiraram o sangue dela e não havia nada de anormal, estava sem febre, tudo tranquilo”, afirmou Andrey de Oliveira, pai de Ayla, durante entrevista ao RJ1. Ele relatou que a equipe médica administrou uma injeção e que, logo após a aplicação, a situação da menina se agravou. “Disseram que ela estava passando mal, colocaram-na no soro e a levaram para a sala vermelha, e, lamentavelmente, minha filha veio a óbito”, contou Andrey, visivelmente consternado.
A Fundação Saúde, em um comunicado oficial, informou que a menina passou por uma série de exames laboratoriais e de imagem, e que o tratamento foi realizado de acordo com seu quadro clínico. A instituição também enfatizou que apenas uma investigação minuciosa poderá determinar as verdadeiras causas da morte de Ayla.
Esse caso levanta importantes questões sobre a qualidade do atendimento nas unidades de saúde, especialmente em situações de emergência. A comunidade está atenta e espera respostas claras sobre o que aconteceu com a pequena Ayla. A dor da perda é acompanhada pela esperança de que medidas sejam tomadas para evitar que tragédias como esta se repitam no futuro.

