MPF e instituições se unem contra assédio eleitoral e violência de gênero
O Ministério Público Federal (MPF) passou a integrar um acordo de cooperação técnica voltado ao combate ao assédio eleitoral e à violência política de gênero no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa envolve oito instituições públicas e da sociedade civil, que juntas desenvolverão ações de prevenção, conscientização, acolhimento e encaminhamento de denúncias relacionadas a práticas que atentam contra a liberdade de voto, a dignidade das pessoas e a participação política, especialmente das mulheres.
Instituições unidas para defender a liberdade política
Além do MPF, compõem o acordo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ), a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-RJ) e o Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ). O instrumento terá vigência de cinco anos.
Foco na prevenção e promoção da igualdade de gênero
O acordo reconhece que a liberdade de convicção política e o direito ao voto são garantias constitucionais que devem ser exercidas sem pressão, constrangimento ou discriminação. Além disso, destaca a importância de enfrentar práticas que influenciam ou restringem as escolhas políticas, sobretudo aquelas dirigidas a trabalhadores e mulheres na vida pública e eleitoral.
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Entre os objetivos da parceria estão a prevenção e repressão ao assédio eleitoral — que inclui ameaças, constrangimentos e pressões para interferir nas convicções políticas — e a promoção de ambientes institucionais livres de discriminação e violência de gênero.
Atuação conjunta para ampliar a conscientização e a proteção
As instituições signatárias atuarão coordenadamente por meio da troca de informações e estudos, realização de seminários, workshops e campanhas educativas. O acordo também prevê o encaminhamento mútuo de denúncias pelas ouvidorias e canais institucionais de cada órgão, respeitando as atribuições legais e a autonomia de cada participante.
Essa cooperação pretende ampliar a conscientização da sociedade sobre o assédio eleitoral e a violência política de gênero, fortalecendo mecanismos de prevenção e promovendo o respeito à diversidade de opiniões e à participação democrática.
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Contexto eleitoral e desafios à representatividade feminina
O assédio eleitoral é mais frequente em períodos de campanha, quando trabalhadores são pressionados a apoiar candidatos, participar de atos políticos ou divulgar conteúdos eleitorais contrários às suas convicções. Por sua vez, a violência política de gênero representa um obstáculo significativo à participação plena das mulheres nos espaços de poder, afetando a representatividade democrática.
Ao unir órgãos de Justiça, Ministério Público e advocacia, o acordo busca ampliar a capacidade institucional para prevenir essas violações, estimular a denúncia de condutas ilícitas e fortalecer o processo democrático no Rio de Janeiro.

