Greve dos Rodoviários no Rio de Janeiro e Impactos na Cidade
A manhã desta segunda-feira (29) ficou marcada pelo caos provocado pela greve dos rodoviários no Rio de Janeiro. Com cerca de metade da frota de ônibus fora de circulação, passageiros enfrentaram grandes dificuldades para se deslocar pela cidade. A paralisação gerou longas esperas, superlotação nos veículos disponíveis e transtornos para quem precisa chegar ao trabalho. Além desses problemas, pelo menos 30 ônibus foram alvo de atos de vandalismo em diferentes regiões, agravando ainda mais o cenário.
Reforço em Trens e Metrô para Amenizar os Efeitos
O Rio Ônibus informou que 800 coletivos estão operando e que as empresas estão mobilizadas para restabelecer a normalidade. Em nota, a entidade reforçou o apelo para que motoristas e rodoviários retornem às garagens, cumprindo a determinação judicial que obriga a circulação de pelo menos 50% da frota para garantir atendimento à população.
Para ajudar no transporte dos passageiros, a TrensRJ ampliou as viagens em todos os ramais pela manhã e também no meio do dia, atendendo à demanda extra causada pela greve e à antecipação do retorno devido ao jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Os intervalos médios das linhas variam entre 8 e 30 minutos, dependendo do ramal.
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O MetrôRio também reforçou a operação, aumentando a oferta de composições para atender à maior demanda nesta segunda-feira.
Reivindicações e Negociações da Categoria
A paralisação, confirmada em assembleia realizada no domingo, é por tempo indeterminado e inclui motoristas do BRT. O Sindicato dos Rodoviários do Rio reivindica um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de aumento no vale-alimentação e a adoção da jornada 5×2.
Os rodoviários rejeitaram a proposta apresentada pelo Rio Ônibus, que oferecia reajuste de 4,39%, equivalente ao IPCA acumulado até abril. Segundo o sindicato, a proposta representaria um aumento salarial de R$ 150,15 para motoristas convencionais e R$ 180,17 para articulados, além de R$ 29 no auxílio alimentação, valores considerados insuficientes diante das longas jornadas e da exposição à violência na cidade.
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Em resposta, o Rio Ônibus afirmou que as negociações permanecem abertas e que as empresas seguem empenhadas na busca por uma solução. A operação desta segunda-feira, segundo a entidade, será normal. A Mobi Rio, responsável por algumas linhas municipais e pelo BRT, também garantiu que suas operações continuam normalmente.
Ações da Prefeitura e Expectativas para os Próximos Dias
A Prefeitura do Rio acompanha a situação de perto e declarou que adotará medidas para minimizar os impactos da greve sobre a população. Entre essas ações, está a solicitação à Justiça para aumentar o percentual mínimo de veículos em circulação, buscando garantir maior mobilidade à cidade durante a paralisação.
Enquanto a greve segue em curso, moradores e trabalhadores enfrentam um cenário desafiador, com a mobilidade comprometida e o transporte público tensionado. A expectativa é que as negociações avancem nas próximas semanas para que o serviço seja normalizado e os transtornos reduzidos.

