Ronaldo Fenômeno comenta eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2026
A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026 segue gerando repercussão intensa no cenário esportivo. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final, no último domingo (5), quem se posicionou sobre as decisões do técnico Carlo Ancelotti foi Ronaldo Nazário, uma das maiores referências do futebol brasileiro.
Bicampeão mundial e artilheiro da Copa de 2002, Ronaldo, conhecido como Fenômeno, tem seu nome frequentemente associado a grandes momentos da Seleção em Mundiais. A derrota recente, que encerrou a caminhada do Brasil antes das quartas de final pela primeira vez desde 1990, foi motivo de análise pelo ex-jogador, que teria criticado algumas escolhas da comissão técnica.
Declarações atribuídas a Ronaldo são contestadas
Informações publicadas pelo jornal espanhol AS indicavam que Ronaldo teria responsabilizado Ancelotti por erros durante a partida. As supostas declarações apontavam que o técnico, apesar de ser um dos melhores da história, cometeu falhas que contribuíram para a eliminação. A repercussão ganhou espaço em veículos como a CBN, do grupo Globo, ampliando o debate sobre o desempenho da Seleção.
No entanto, horas depois, Ronaldo usou sua conta no X (antigo Twitter) para negar ter concedido entrevistas após o jogo. Ele classificou as informações como “fake news” e esclareceu que não falou com nenhum veículo de imprensa após a partida. Essa posição gerou uma reavaliação sobre o que realmente foi dito pelo ex-atacante.
Ancelotti avalia derrota e destaca pontos do confronto
Em entrevista concedida após o jogo, o técnico Carlo Ancelotti apresentou uma visão diferente sobre a eliminação. Segundo relato do ge, o treinador afirmou que a Seleção merecia avançar e que a derrota marca o início de um novo ciclo para o time. Ele ressaltou a necessidade de buscar melhorias e novas estratégias para o futuro.
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O comandante também destacou o papel decisivo do atacante norueguês Haaland, responsável pelos dois gols que garantiram a classificação da Noruega. “Sabíamos que eles podiam jogar nesse estilo. Durante 70 minutos, o jogo estava sob controle, mas Haaland acabou decidindo”, comentou Ancelotti.
Decisões ofensivas e polêmicas sobre convocação
Entre os temas que ganharam destaque na análise pós-jogo estão as escolhas feitas para o setor ofensivo da Seleção. A ausência de João Pedro na convocação e a utilização de Endrick durante a competição foram amplamente discutidas por torcedores e especialistas.
A comissão técnica defendeu as alterações como tentativas de dar mais profundidade ao ataque. Ancelotti explicou que colocou Neymar e Endrick para buscar qualidade no último terço do campo. Contudo, as mudanças não surtiram o efeito esperado, com Endrick desperdiçando uma chance clara no segundo tempo.
Explicações sobre o pênalti perdido
Outro momento que chamou atenção foi o pênalti perdido por Bruno Guimarães na etapa inicial. Ancelotti esclareceu que a escolha do cobrador foi baseada em uma estatística detalhada da comissão técnica, que considerou o desempenho dos jogadores ao longo do ano. Neymar era o preferido para a cobrança, seguido por Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e Martinelli.
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Com Neymar, Igor Thiago e Raphinha fora do jogo naquele momento, Bruno assumiu a responsabilidade, mas acabou parando no goleiro Nyland. A falha contribuiu para o desfecho da partida, que acabou com a Noruega avançando na competição.
Vini Jr. também está no centro das discussões
O desempenho de Vinicius Jr. na Copa 2026 também foi tema de análises que circularam na imprensa após a eliminação. No entanto, essas avaliações fazem parte do mesmo conjunto de declarações atribuídas a Ronaldo que foram posteriormente desmentidas pelo ex-atacante.
Ronaldo, que marcou época em quatro Copas do Mundo, conquistando os títulos de 1994 e 2002 e sendo destaque como artilheiro no Mundial da Coreia do Sul e Japão, permanece uma voz influente no futebol brasileiro. Apesar da controvérsia sobre suas supostas críticas, sua opinião é sempre aguardada com atenção no meio esportivo.
A derrota para a Noruega encerra o sonho do hexacampeonato e amplia para 28 anos o jejum brasileiro sem conquistar a Copa do Mundo, fato que reforça a necessidade de ajustes e renovação no comando da Seleção para os próximos desafios.

