Casos e Impactos da Febre Maculosa no Rio de Janeiro
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou quatro mortes por febre maculosa no estado neste ano. Entre 2024 e junho de 2026, o Brasil registrou 823 casos da doença e 143 óbitos, sendo 87 casos e 34 mortes no Rio de Janeiro. Esse dado revela a gravidade da febre maculosa como um problema de saúde pública, principalmente em áreas rurais e de mata, onde a presença de carrapatos infectados é mais comum.
Transmissão e Áreas de Risco
A febre maculosa é uma doença infecciosa transmitida pela picada de carrapatos contaminados. O contato com ambientes como pastos, matas e locais frequentados por animais como cavalos, capivaras e cães aumenta o risco de contaminação. Em 2025, o estado registrou 14 óbitos, distribuídos entre cidades como Campos dos Goytacazes, Italva, Paraíba do Sul, Itatiaia e Seropédica.
Sintomas que Devem Acender o Alerta
Indivíduos que apresentarem inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e solas dos pés, gangrena nos dedos e orelhas, ou paralisia progressiva dos membros devem buscar atendimento médico imediatamente. Sintomas iniciais mais comuns incluem dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dores musculares constantes, que podem ser confundidos com outras doenças.
Leia também: Rio de Janeiro lidera implantação de equipe de cuidados paliativos no SUS e promove oficina regional
Leia também: Debates no Rio de Janeiro Reforçam Prevenção ao Feminicídio com Participação do TJTO
Tratamento Disponível e Ações do Ministério da Saúde
O diagnóstico pode ser complicado, mas o tratamento está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consiste na administração do antibiótico doxiciclina por sete dias, estendendo-se por mais três dias após o desaparecimento da febre. Para 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu 2,3 mil ampolas e 10,9 mil comprimidos da medicação, reforçando a importância do acesso ao tratamento.
Medidas Práticas para Prevenção
Evitar a febre maculosa envolve cuidados simples, como usar roupas claras, calças, botas e blusas de mangas longas ao transitar em áreas com vegetação. O uso de repelentes específicos para carrapatos é recomendado, assim como evitar ambientes com grama alta. Verificar e remover carrapatos de animais domésticos com cuidado, utilizando pinça para não esmagar o parasita, e higienizar a área da mordida com álcool ou sabão e água são medidas essenciais para reduzir o risco de infecção.
Leia também: Rio de Janeiro recebe 51ª edição do Annual Meeting da IUGA com foco em saúde do assoalho pélvico

