Base regional da Força Nacional do SUS no Rio de Janeiro amplia resposta a emergências
O Rio de Janeiro inaugurou uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), que atenderá os estados da região Sudeste. A unidade tem como missão reforçar a preparação e o atendimento a crises em saúde pública, especialmente aquelas relacionadas a eventos climáticos extremos, como os impactos do fenômeno El Niño. A expectativa é reduzir o tempo de resposta a emergências e fortalecer a coordenação entre os governos federal, estadual e municipal.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a nova base aumenta em até 20 vezes a capacidade de resposta rápida da FN-SUS. “Com a base no Rio, conseguimos chegar a qualquer ponto da região Sudeste em até 12 horas. Os profissionais estarão disponíveis durante o ano todo, permitindo treinamentos constantes e uma resposta mais qualificada”, explicou.
Expansão nacional da rede de bases da Força Nacional do SUS
Essa é a terceira base da FN-SUS a entrar em operação no país, somando-se às unidades já ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Até o final do ano, outras seis bases estão previstas para atender as demais regiões brasileiras. A estrutura de Porto Alegre, por exemplo, foi pensada para responder a eventos como as enchentes frequentes naquele estado.
Cada base conta com veículos, postos médicos avançados, comunicação via satélite, drones e equipamentos de suporte para equipes atuarem em áreas remotas ou de difícil acesso. Essas unidades são preparadas para responder a diversas situações, como epidemias, secas prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, chuva intensa, desastres hidrogeológicos, incidentes com múltiplas vítimas, interrupções nos serviços de saúde, falta temporária de profissionais e dificuldades de acesso a comunidades e unidades de saúde.
Capacidade de resposta rápida e integração entre esferas de governo
Em emergências, a capacidade de atendimento pode ser ampliada com equipes de resposta rápida, voluntários e recursos adicionais, sempre em colaboração com estados, municípios e hospitais federais. O modelo adotado segue as melhores práticas internacionais, prevendo o deslocamento inicial para as áreas afetadas em até 12 horas e a mobilização escalonada de equipamentos e profissionais nas primeiras 72 horas, conforme a gravidade da situação.
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Para a região Sudeste, as projeções indicam riscos de ondas de calor, temporais e chuvas intensas até o fim do ano, fenômenos que podem aumentar a demanda por serviços de saúde. Em outras regiões do Brasil, os efeitos do El Niño também estão associados a secas, incêndios e inundações, com impactos diretos nos serviços de saúde.
Centros de Informação em Saúde e Clima fortalecem monitoramento
As bases da FN-SUS atuam em conjunto com os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), que integram dados de saúde, clima, meio ambiente, demografia e território para apoiar a vigilância, prevenção e resposta do SUS. Os CISC monitoram continuamente eventos como ondas de calor, secas, estiagens, baixa umidade, chuvas intensas, enchentes e incêndios florestais.
Atualmente, existem oito centros distribuídos em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). As equipes multidisciplinares reúnem profissionais de epidemiologia, meteorologia, geografia e ciência de dados para produzir análises que orientam alertas, identificam áreas prioritárias e auxiliam na preparação da rede de saúde, atualizando planos de contingência.
Hospitais federais do Rio reforçam atendimento em emergências
Os hospitais federais do Rio de Janeiro — Cardoso Fontes, Andaraí e Bonsucesso — fazem parte da rede de retaguarda para situações de alta demanda, incluindo emergências sanitárias e climáticas. Somadas, as unidades realizaram mais de 167 mil atendimentos de emergência no primeiro semestre de 2026 e possuem 101 leitos dedicados a esse tipo de assistência.
Além do atendimento de urgência, essas unidades oferecem serviços 24 horas, CTIs, centros cirúrgicos e especialidades como trauma, queimados e diagnóstico, garantindo suporte imediato e continuidade no cuidado dos pacientes.
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Plano Nacional AdaptaSUS prevê investimentos e metas para a saúde diante das mudanças climáticas
As adaptações na rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, o Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. Com 27 metas e 93 ações previstas até 2035, o plano destina R$ 9,8 bilhões para investimentos em estrutura e capacitação.
Os hospitais federais integram esse sistema como suporte essencial à rede de urgência e emergência do SUS, fortalecendo a capacidade de resposta da saúde pública frente aos desafios climáticos.
SouForça: plataforma digital para mobilização de profissionais na Força Nacional do SUS
Durante o evento no Rio, foi lançada a plataforma digital SouForça, destinada à gestão e mobilização de profissionais voluntários para atuação em desastres e emergências de saúde. A ferramenta centraliza informações sobre formação, competências, experiência e disponibilidade dos profissionais em todo o país, facilitando a organização das equipes conforme as necessidades locais.
Desenvolvida em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a plataforma segue a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e os padrões de segurança da informação do Ministério da Saúde, garantindo a proteção dos dados dos usuários.

