Falta de material e mobilização nas ruas do Rio
A campanha de Lula (PT) no Rio de Janeiro enfrenta dificuldades notáveis na visibilidade. A escassez de materiais tradicionais, como adesivos e bandeiras, tem gerado desconforto entre candidatos e militantes da esquerda. Essa situação ocorre em um momento crucial da disputa estadual, em que Lula chegou a empatar tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL), mas viu o adversário retomar a liderança nas pesquisas recentes.
No cotidiano das ruas cariocas, o que predomina são candidatos a deputado estadual e federal, sobretudo do PT e PSOL, distribuindo seus próprios materiais de campanha, que incluem o nome ou a imagem do presidente. Contudo, os adesivos exclusivamente com a propaganda de Lula, que costumavam ser comuns em eleições anteriores, estão praticamente ausentes.
Impacto da falta de integração e materiais conjuntos
A ausência de militantes portando bandeiras do petista em pontos estratégicos chama atenção, assim como a campanha paralela e independente de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado. Como PSD e PT não formalizaram coligação na eleição nacional, o ex-prefeito não pode utilizar recursos do fundo eleitoral para custear materiais conjuntos com Lula. Essa restrição tem sido apontada como justificativa para a pouca presença do presidente nos santinhos e bandeiras de Paes. Paralelamente, a campanha conjunta de Flávio Bolsonaro com Douglas Ruas (PL) mostra maior intensidade e volume no estado.
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Políticos experientes avaliam que essa conjuntura pode influenciar diretamente a percepção do eleitorado. O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) observou que, para eleitores que não se movimentam por paixão ou ódio, a presença física da campanha nas ruas é um fator decisivo para avaliar qual candidato está mais forte. Ele exemplificou essa realidade ao carregar poucos adesivos de Lula no bolso, ilustrando a escassez do material.
Reações internas e expectativa por ajustes na campanha
Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT e coordenador da campanha à reeleição no Rio, reconheceu publicamente a dificuldade com a falta de material e a carência de integração com a coordenação nacional da campanha de Lula. Além disso, influenciadores alinhados à esquerda têm usado as redes sociais para manifestar insatisfação pela ausência de eventos e conteúdos digitais pró-Lula, que poderiam fortalecer a mobilização.
Com menos de três semanas para o pleito, cresce a expectativa para que a coordenação nacional ajuste a estratégia, buscando reverter o cenário e assegurar maior presença e engajamento nas ruas e no ambiente digital, essenciais para a reta final da disputa.

