Oficinas Formativas Abertas ao Público
Em janeiro de 2024, o projeto “Oficinas formativas em Teatro do Oprimido: possíveis experimentações para narrativas (auto)biográficas no ensino de ciência e a vida” dará início a uma nova fase de ações no interior do Amazonas. Com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, junto ao Governo Federal através da Política Nacional Aldir Blanc, a iniciativa levará práticas teatrais a Coari, Iranduba e Rio Preto da Eva.
As oficinas, que são gratuitas, visam ampliar o acesso às artes cênicas e fortalecer ações culturais em contextos educativos e sociais, especialmente para públicos que se encontram em situação de vulnerabilidade. O projeto está comprometido com a democratização da cultura e a promoção da inclusão social.
No município de Coari, localizado a 363 quilômetros de Manaus, as atividades ocorrerão nos dias 6 e 7 de janeiro, na Associação Pestalozzi. O músico Kerby Groove será um dos parceiros na realização dessas oficinas, que atenderão crianças e adolescentes. As atividades incluem jogos teatrais, improvisações, exercícios de criação cênica e encenações coletivas, com um horário diário das 8h às 16h.
A terceira semana de janeiro reserva a vez de Iranduba, que está a apenas 27 quilômetros da capital amazonense. As oficinas neste município ocorrerão no Lar Terapêutico Ágape, destinado a homens jovens, adultos e idosos em processo de reabilitação. Assim como em Coari, as atividades também terão dois dias de duração, seguindo o mesmo horário.
Em Rio Preto da Eva, situado a 57 quilômetros de Manaus, as oficinas acontecerão no Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, com atendimento a homens e mulheres, no mesmo horário das 8h às 16h.
A coordenadora do projeto, Jackeline Monteiro, ressalta que o objetivo das oficinas é fomentar a inclusão social e ampliar o acesso à linguagem teatral. “Todo o processo desenvolvido nesses espaços busca possibilitar que o teatro chegue a públicos que, muitas vezes, não têm acesso a essa linguagem artística, criando oportunidades de escuta, expressão e fortalecimento coletivo”, explica Jackeline.
Essas ações em janeiro são uma continuidade das oficinas já realizadas em Novo Airão e Manaus. Em Novo Airão, as atividades abordaram questões relacionadas à preservação ambiental e ao território amazônico. Já em Manaus, as oficinas do Centro Espírita Casa do Caminho culminaram na montagem e apresentação do espetáculo “Um Sonho de Natal”, que aconteceu em 20 de dezembro.
O projeto é executado pelo Coletivo Allegriah e se baseia na metodologia do Teatro do Oprimido, desenvolvida por Augusto Boal. Essa iniciativa é um desdobramento da pesquisa de mestrado de Jackeline Monteiro, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências na Educação Básica (PPEGEEC) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O arte-educador e oficineiro Leandro Lopes destaca que a metodologia do Teatro do Oprimido favorece processos de reflexão coletiva e o reconhecimento do território. “Essa abordagem permite que cada participante se veja como sujeito ativo da cena e da própria história, reforçando vínculos comunitários e a participação social”, enfatiza Leandro.

