Relembrando o Início do Rock in Rio
Em 11 de janeiro de 1985, os portões da Cidade do Rock foram abertos pela primeira vez, dando início a uma jornada que se tornaria um marco no mundo do entretenimento. A estreia do Rock in Rio não foi apenas um evento musical, mas uma celebração da liberdade em um Brasil recém-saído da ditadura, em meio à eleição de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil após 21 anos. A força dessa combinação atraiu cerca de 1,4 milhão de pessoas, tornando o festival um verdadeiro fenômeno social.
Após 10 edições, Luis Justo, CEO da Rock World, empresa responsável pela organização do Rock in Rio, compartilha qual foi o seu show favorito daquela primeira edição. Para ele, “escolher um show é como escolher um filho favorito. É impossível dizer! Mas, para ser justo (e um pouco político), eu diria que o show de 1985, com Queen e Freddie Mercury, foi sem dúvida emblemático. Não apenas pela performance incrível de Mercury, um verdadeiro gênio, mas especialmente por ter aberto portas para o show business internacional no Brasil”, revela.
A Dívida e a Evolução do Festival
Entretanto, o sucesso não veio sem desafios. O grandioso evento deixou uma dívida considerável ao idealizador Roberto Medina, o que resultou em um hiato de seis anos até a realização da segunda edição. E o intervalo ainda foi maior na sequência, com um atraso de dez anos para que a terceira edição pudesse acontecer em solo brasileiro.
Desde então, o Rock in Rio evoluiu e se expandiu, realizando edições internacionais e se consolidando como uma das marcas mais poderosas no universo dos festivais globais. A cada edição, a organização do evento tem se empenhado em oferecer novidades, ampliando experiências para o público além dos shows e se adaptando às novas demandas do mundo musical.
Os Novos Rumbos da Música e do Festival
“Apesar do rock no nome, desde o início, o Rock in Rio sempre foi um festival pluricultural, abrangendo diversos gêneros musicais e continuará assim”, salienta Justo. Ele enfatiza a importância de incorporar as tendências culturais da geração atual, mantendo o DNA do festival, mas também se atualizando para atrair novos públicos. “É fundamental evoluir e acompanhar o que está se manifestando culturalmente, como os novos sons das novas gerações”, conclui.

