Critérios de Avaliação do Happy City Index 2026
O Happy City Index 2026, apresentado recentemente, listou as 251 cidades mais felizes do planeta. Neste levantamento, São Paulo destaca-se na 161ª posição, liderando a América Latina, enquanto o Rio de Janeiro surpreendentemente não aparece na lista. Curitiba e Belo Horizonte ocupam as 197ª e 219ª colocações, respectivamente. Mas o que determina a ‘felicidade’ das cidades segundo esse ranking?
Os organizadores do índice, que tem Copenhague, na Dinamarca, como a cidade mais feliz do mundo, seguidas por Helsinque, na Finlândia, e Genebra, na Suíça, utilizam uma metodologia que abrange 64 indicadores agrupados em seis temas principais: educação, saúde, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, inovação, acesso a serviços e bem-estar social. Esses critérios são fundamentais para entender por que cidades como o Rio de Janeiro foram deixadas de fora.
Indicadores Utilizados no Estudo
Os dados considerados incluem informações binárias, como a existência ou não de políticas públicas voltadas para grupos diversos, além de métricas nacionais que afetam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos. Também são levados em conta indicadores socioeconômicos que refletem a realidade de cada cidade e dados quantitativos específicos, essenciais para uma avaliação mais justa.
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Um dos objetivos do estudo é equilibrar a influência de fatores que podem ser controlados pela administração local e aqueles que dependem do contexto nacional. Assim, evita-se que questões federais impactem desproporcionalmente a análise das cidades.
Como a Metodologia Funciona
Cada um dos 64 indicadores do índice possui uma ponderação definida. As variáveis binárias, por exemplo, podem representar até 1,2% da nota final, enquanto indicadores relacionados a contextos nacionais têm um peso de apenas 0,5 ponto percentual na nota geral. Além disso, a metodologia foi aprimorada ao longo das edições anteriores com base em evidências sobre qualidade de vida urbana.
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O levantamento contempla aspectos como a acessibilidade ao ensino superior, a cobertura de seguros médicos, a jornada média trabalhada, os dias de férias remuneradas, o potencial de inovação, a utilização de serviços bancários eletrônicos, e a participação na economia criativa. Esses fatores são fundamentais para a construção de um ambiente propício à felicidade dos cidadãos, fazendo com que a ausência do Rio de Janeiro no ranking gere questionamentos sobre suas políticas públicas.
Os Destinos Mais Felizes do Mundo
Além das cidades que lideram o ranking, é interessante notar a presença de várias cidades europeias em destaque. Copenhague, Helsinque e Genebra formam o topo da lista, seguidas por Uppsala, na Suécia, e Tóquio, no Japão. Cidades como Trondheim, na Noruega, e Berna, na Suíça, também estão entre as que oferecem maior bem-estar a seus habitantes. O resultado reflete não apenas políticas públicas eficazes, mas também um forte compromisso com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida.

